Cuiabá, Segunda-feira 22/10/2018

Política Nacional - A | + A

07.12.2017 | 13h59

Picciani recebeu R$ 11 milhões da Odebrecht, aponta denúncia

Facebook Print google plus

O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB) teria recebido R$ 11,1 milhões da construtora Odebrecht. Deste valor, R$ 4,5 milhões foram depositados no exterior. Por causa disso, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Picciani à Justiça pelo crime de evasão de divisas na noite de quarta-feira, 6, além dos crimes de cartel, fraude a licitações, corrupção, lavagem de ativos e organização criminosa.

De acordo com a denúncia, Picciani recebeu a propina da Odebrecht de 2008 a 2014. A informação está em uma planilha recebida pelo órgão, após a formalização do acordo de leniência com a Odebrecht. Os dados sobre o parlamentar foram repassados ao MPF pelo executivo da empresa Benedicto Júnior, que firmou acordo de colaboração premiada com o MPF.

Benedicto Jr. informou que a alcunha de ‘Grego‘ na planilha se referia a Picciani. O empresário, que integrava o núcleo econômico responsável por realizar o pagamento de propina aos deputados estaduais, afirmou que o repasse se dava por meio de doações oficiais a campanhas políticas e por meio de pagamentos clandestinos. Muitos foram registrados no sistema de contabilidade paralela desenvolvido pela empresa, conhecido por Drousys.

No Rio, os pagamentos de propina pela Odebrecht a Picciani seriam feitos pelo doleiro Álvaro Novis. Teriam sido recebidos por Jorge Luiz Ribeiro, operador financeiro de Picciani, a quem cabia receber e ocultar o dinheiro da corrupção, segundo a denúncia.

De acordo com o MPF, os pagamentos de propina a Picciani tiveram por objetivo garantir que o deputado intercedesse por interesses da empresa. Isso teria ocorrido por meio da edição de atos normativos pelo Legislativo ou pelo direcionamento de eventuais licitações e contratos a serem realizados pelo executivo durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), dentre outras vantagens de interesse do grupo empresarial.

‘Vale anotar que no caso de Jorge Picciani, os pagamentos não cessaram, mesmo quando ficou sem mandato (2011/2014). De um lado, por configurarem-se em dividendos de ’serviços’ já prestados. De outro, pela inegável necessidade do apoio desse influente político que, mesmo sem mandato, presidia o diretório estadual do PMDB-RJ. Para que a Organização Criminosa operante no governo de Sérgio Cabral pudesse prosseguir na prática dos seus crimes, era necessário continuar contando com o apoio de Jorge Picciani, cuja ascendência e liderança sobre os parlamentares estaduais sempre foi notória‘, afirmaram os procuradores.

Defesas

A reportagem está tentando ouvir as defesas de Picciani e Cabral. Ambos estão presos na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, com outros políticos do Rio investigados pela Lava Jato. O espaço está aberto para manifestações dos advogados. 

Voltar Imprimir

Comentários

GD

GD

Enquete

Qual sua opinião sobre a influência das redes sociais e WhatsApp nessas eleições?

Parcial

Edição digital

Segunda-feira, 22/10/2018

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 21,85 -0,91%

Algodão R$ 119,16 -0,22%

Boi a Vista R$ 138,40 0,29%

Soja Disponível R$ 71,10 0,00%

Classi fácil
btn-loja-virtual

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2018 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.