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Casa noturna comprova presença de cabo envolvido nos grampos

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Com um pedido de prisão feito pelo Ministério Público sob o argumento de descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça, o cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa Júnior, réu na ação oriunda do esquema de interceptações telefônicas clandestinas que ficou conhecido como “grampolândia pantaneira”, está em uma situação complicada.  

 

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Documento anexado ao processo comprovaria que ele esteve em uma casa noturna, em Cuiabá, durante a madrugada do dia 31 de agosto. A boate apresentou ao juiz Wladymir Perri, da 11ª Vara Criminal e Especializada da Justiça Militar, um cadastro com o nome e assinatura de Gerson. Nele, o cabo reporta que entraria no local com uma arma de fogo. No mesmo dia, houve falha no relatório de monitoramento da tornozeleira eletrônica.   

 

Se a denúncia se comprovar, Gerson pode voltar a ser preso por conta da violação das medidas restritivas. Ele foi detido em maio de 2017 e solto em março deste ano.   

 

Acusado de participar do esquema dos grampos, Gerson delatou em duas audiências o suposto envolvimento do governador Pedro Taques (PSDB) e do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques.   

 

No processo que tramita na 11ª Vara, no entanto, são julgados apenas os militares envolvidos. As investigações contra Pedro e Paulo Taques seguem sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).   

 

Na semana passada, o Ministério Público apresentou alegações finais no processo solicitando a condenação de Gerson Corrêa Junior e do coronel Zaqueu Barbosa. O cabo é acusado de falsificar documento público e falsidade ideológica. A pena pode chegar a 18 anos de prisão.


Fonte: Gazeta Digital

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