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Estudo aponta Eumar Novacki como possível ministro da Agricultura

Chico Ferreira

Chico Ferreira

O secretário-executivo da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, que é coronel da Polícia Militar e braço direito do ministro Blairo Maggi (PP), foi apontado como “ministeriável” para a Pasta no futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL) pela Arko Advice, empresa brasileira de análise política, estratégia e public affairs, com sede em Brasília.

 

O levantamento, realizado logo após o segundo turno das eleições gerais, que ocorreram no último domingo (28), faz um panorama dos próximos 4 anos da política nacional e aponta nomes e perfis daqueles que considera propensos à composição do staff de Bolsonaro.

Nesse ponto, Eumar Novacki é apresentado como coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, graduado em Direito e especializado em Direito Público, já tendo ocupado os cargos de secretário-chefe da Casa Civil e secretário de Comunicação de Mato Grosso, durante o governo de Blairo Maggi, além de ter trabalhado como assessor institucional junto ao Senado e ter sido membro do Conselho Nacional de Segurança Pública, entre 2011 e 2014.

 

A consultoria também destaca que Novacki é presidente do Conselho de Administração da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Além do currículo, a Arko Advice afirma que Eumar Novacki é “conselheiro do setor agrícola de Bolsonaro” e ainda expõe o que seria a opinião do executivo quanto à iminente fusão entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. “Sobre a fusão das pastas, Novacki acredita ser uma estratégia para reduzir a burocracia enfrentada pelos agricultores e acabar com a ‘indústria das multas’. Mas ressalva que a fusão pode ser mal interpretada pelos mercados”, diz trecho do relatório, divulgado pelo site Mídia News.

 

Procurado pelo #GD, Novacki afirmou que foi “pego de surpresa” pelo estudo e que nunca recebeu convite para ocupar cargo no novo governo. Segundo ele, seu nome pode ter aparecido entre os “ministeriáveis” por se encaixar em alguns parâmetros anunciados pelo presidente eleito, como não ter perfil político, mas técnico e ter experiência no ramo de atuação.

Ele negou ser “conselheiro do setor agrícola” de Bolsonaro e explicou que, durante o período eleitoral, recebeu equipes de diversos candidatos interessados em conhecer a estrutura do ministério e ter acesso a dados.

 

Novacki afirma que, no momento, está totalmente focado na transição de governo e que, juntamente com a equipe técnica, tem preparado tudo para que a transição ocorra da maneira mais tranquila. “Vamos mostrar tudo o que estamos fazendo, os riscos que podemos ter no futuro”, diz.

Sobre a fusão entre as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente, Eumar Novacki negou ter feito declarações e ressaltou que “é uma decisão que cabe apenas ao presidente”. Apesar disso, o executivo aponta preocupação com a forma como o mercado internacional pode enxergar a fusão.

 

Segundo ele, a atual política ambiental adotada pelo Brasil é utilizada há décadas e faz com que o país mantenha preservada uma imensa área de suas florestas, até mesmo dentro das áreas pertencentes aos agricultores, uma área que é maior do que toda a União Europeia e que é o diferencial do país frente aos demais países produtores agrícolas.

Para o secretário-executivo do Mapa, essa forma como o país tem atuado na questão ambiental deve ser reconhecida pelo mercado mundial e o país tem interesse em utilizar esse diferencial para obter ganhos frente a seus parceiros comerciais, agregando valor a sua produção.

 

Segundo a Arko Advice, a junção entre Meio Ambiente e Agricultura faz parte da reforma administrativa que será promovida por Bolsonaro. No novo governo, a expectativa é que o número de ministérios seja reduzido de 29 para 15.


Fonte: Gazeta Digital

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