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Ano letivo começa na segunda e professores param na terça

Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Mais de 390 mil alunos começam o ano letivo na rede estadual de educação nesta segunda-feira (11), mas, um dia depois, uma paralisação já afetará as aulas dos estudantes. Isso porque está prevista uma greve de 24 horas dos servidores da educação, que, segundo o sindicato da categoria, deve contar com a adesão de pelo menos 600 das 768 unidades escolares.

 

Além da greve de 24 horas, os servidores públicos realizam na terça-feira (12) um ato público em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), às 14 horas. A paralisação dos educadores faz parte do dia de mobilização dos servidores públicos contra as medidas implementadas pelo governador Mauro Mendes (DEM).

 

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Entre os projetos propostos pelo governo que foram aprovados pela Assembleia Legislativa estão o estabelecimento de critérios para o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), assim como a mudança na gestão do MT Prev, que possibilita o aumento da alíquota previdenciária.

 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), a greve ainda em fevereiro não está descartada, especialmente se o governo não repensar o tratamento dado aos servidores, que inclui o escalonamento de salários e o pagamento da RGA integralmente.

 

Entre as questões de mais polêmica para os educadores está o cumprimento da 510/2013, que garante, caso seja cumprida, a dobra no poder de compra dos salários dos educadores até 2024. Mas, para que ela seja efetivada, é necessário que a recomposição anual da inflação, a RGA, seja paga.

 

Pela portaria 571/2018 as escolas devem ter, no mínimo, 200 dias letivos e 800 horas de carga horária, exceto na Educação de Jovens e Adultos (EJA).


Fonte: Gazeta Digital

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