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Caso de febre amarela suspende visitação ao zoológico da UFMT

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Visitação ao zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está suspensa a partir desta quinta-feira (14). Decisão foi tomada pela administração superior da instituição após ser informada pela Vigilância em Zoonose e em Saúde de Cuiabá que exames confirmaram febre amarela como causa da morte de dois macacos, em dezembro do ano passado.

 

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A UFMT destacou que os animais recolhidos pela vigilância no dia 6 de dezembro, dos tipos sagui e macaco da noite, têm vida livre, ou seja, entram e saem do campus. Os 8 macacos que vivem no zoológico foram isolados e colocados em quarentena, mesmo estando saudáveis e sem apresentar sintomas clínicos da doença.

 

A administração afirma que a suspensão das visitas visa reduzir o fluxo de pessoas no campus de Cuiabá, principalmente daquelas não imunizadas contra a febre amarela. Também serão fixados avisos nas guaritas de acesso ao campus informando sobre a presença do agente circulante do vírus da febre amarela.

 

"Paralelamente a essas medidas, a Coordenação de Assistência à Saúde do Servidor (CASS) da UFMT está agilizando a realização de uma campanha de vacinação pontual contra a febre amarela, no campus de Cuiabá, em parceria com a Diretoria de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde (SMSC). A CASS colocou à disposição o espaço físico e a equipe multiprofissional, composta por técnicos de enfermagens, enfermeiros e médicos, para realização da campanha de vacinação", descreve a nota encaminhada pela UFMT.

 

Sem pânico

 

A Vigilância em Zoonoses e Saúde em Cuiabá informou que a confirmação da causa da morte dos macacos não deve gerar pânico na sociedade, principalmente pelo fato da maioria da população já ser vacinada contra a doença. Mato Grosso, por ser considerado um estado endêmico, tem orientação de vacinação a todos os moradores e visitantes.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, apenas uma dose da vacina é suficiente para imunizar a pessoa por toda vida. Antigamente era indicado reforço a cada 10 anos. Estudos demonstraram que isso não é necessário. Desta forma, o município afirma que não há motivo para realização de campanha de vacinação e nem de 'correria' aos postos de saúde. Devem se vacinar apenas aquelas pessoas que nunca foram imunizadas.

 

Outro alerta da Vigilância é sobre os cuidados com os macacos. Matá-los, além de crime, impede o controle da doença. Eles não são os transmissores, apenas hospedeiros, assim como o ser humano.

 

O mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, vírus zika e chikungunya, é responsável por transmitir a febre amarela entre os homens. Por isso, mais uma vez é reforçada a necessidade de eliminar os focos de proliferação do mosquito.


Fonte: Gazeta Digital

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