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Ações contra João Arcanjo voltam a tramitar em Cuiabá

Chico Ferreira

Chico Ferreira

As ações em que o ex-bicheiro João Arcanjo figura com réu, que estavam suspensas, retornaram ao andamento normal. As investigações dizem respeito à Operação Arca de Noé e aguardavam autorização de extensão da extradição das autoridades Uruguaias.

 

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“Tendo em vista a autorização da extensão da extradição do acusado João Arcanjo Ribeiro, emanada pelas Autoridades Uruguaias, conforme Ofício nº 2574/2018/EXT/CETP/DRCI/SNJ-MJ, e considerando que o presente feito pende de Instrução processual, em relação ao mesmo, revogo a decisão que suspendeu o processo e via de consequência, determino o prosseguimento da Ação Penal”, diz a decisão da juíza Ana Cristina Mendes, da 7° Vara Criminal.

 

A decisão foi publicada nesta sexta-feira (17) no Diário de Justiça de Justiça (DJE) e diz respeito a 4 investigações.
Arcanjo foi preso no Uruguai e mandado para o Brasil três anos depois. Ele fugiu para o país vizinho, após a morte do empresário Sávioa Brandão, crime pelo qual foi condenado.


Além desse homicídio, o ex-bicheiro foi condenado por outros homicídios e responde a ações por lavagem de dinheiro. Pela lei, o réu não poderia responder pelos crimes se as ações não fossem extraditadas. Devido á isso os atos referentes a Operação Ararath foram desmembrados na parque que trata de Arcanjo e suspensas em 2013.

 


Além de Arcanjo são acusados de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa os ex-deputados José Riva (sem partido) e Humberto Melo Bosaipo, o ex-chefe de gabinete Geraldo Lauro e Guilherme da Costa Garcia, Nivaldo de Araujo, Nilson Roberto Teixeira, Joel Quirino Pereira, José Quirino Pereira e João.


Segundo investigações, o grupo promovia desvio de recursos na Assembleia Legislativa (ALMT) e os cheques pagos à empresas de fachada eram trocados na empresa Confiança Factorin, da qual Arcanjo é dono, e o dinheiro era dividido entre os membros do esquema.


Fonte: Gazeta Digital

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