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23.11.2018 | 00h00

Cultura de paz e violência

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José Divaldo da Silva

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A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) acaba de anunciar a redução de crimes de homicídios, roubos e furtos no Estado em relação ao mesmo período de 2017 - mas mesmo assim os números são alarmantes: de janeiro a setembro foram registrados 84 crimes de homicídio, 13.719 roubos e 34.686 furtos. Entre os roubos, 1.676 registros referem-se a veículos e 1.803 a residências.

 

Diante desse raio-X preocupante, devemos buscar proteger nossas vidas e patrimônio, claro, mas também deve-se evitar que o clima de medo e revolta nos paralise e gere ainda mais sofrimento. Ao contrário, podemos, individualmente, procurar alternativas de contribuir para a promoção de uma cultura de paz.

 

O conceito de paz pode, a princípio, parecer muito distante diante do cenário descrito acima, mas na verdade trata-se de algo bem mais próximo do que imaginamos. Pode começar por um olá ao vizinho ou um pedido de desculpas quando alguém distraído esbarra em você na rua. Quem sabe, ao se deparar com aquele motorista apressado no trânsito, que tal ceder-lhe a vez e não vociferar impropérios, como de costume?

 

É possível, também, tomar outras atitudes que, a médio e a longo prazo, tenham impacto na comunidade que nos cerca.

 

Doar livros, roupas e brinquedos novos ou em bom estado para a escola pública, creches ou abrigos mais próximos são iniciativas que contribuem para o bem-estar social, mesmo que modestamente. Voluntariar-se, por exemplo, em projetos comunitários da sua região, seja no cultivo de uma horta, fazendo sopa ou simplesmente lendo para crianças custa apenas algumas horas da sua semana.

 

São ações simples que podem surtir efeito para um cotidiano repleto de stress e ameaças, mas ainda podemos fazer um pouco mais para atenuar a opressão do estado de violência em que vivemos. Neste sentido, exigir dos governos mais investimentos e qualidade no ensino público e qualificação profissional para os jovens é tão necessário como cobrar uma gestão eficiente do sistema de segurança pública.

 

José Divaldo da Silva, sócio-proprietário da Personae Corretora de Seguros

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