A falta de recursos para a campanha está levando vários candidatos a vereador a procurarem candidatos a prefeito de outras coligações para "negociarem" seus apoios. O mesmo motivo tem obrigado os que disputam o cargo majoritário a rejeitarem "as ofertas". "Aqui passa diariamente dezenas de candidatos a vereador oferecendo o apoio em troca de ajuda, mas temos recusados todos", diz um coordenador da coligação "Compromisso por Cuiabá" (PR, PMDB, PT).
"Se o Mauro Mendes quisesse arrumar o apoio de uma dezena de candidatos a vereador de outras coligações não teria nenhuma dificuldade", diz. A mesma situação acontece nas coligações Dante de Oliveira (PSDB, PDT, PTB, PPS, PV, PC do B, PMN, PSL, PSC, PRB, PRTB e PSDC) e Movimento Popular Democrático (PP, DEM, PHS e PT do B). "Nós estamos encontrando dificuldades para atender os nossos candidatos, o que dirá de outras coligações", observou um dirigente partidário.
No PP, no entanto, a questão da "traição" está provocando um debate interno. Além do candidato a vereador Everton Pop estar na "marca do pênalti", membros da agremiação defendem a expulsão do vereador Marcus Fabrício, que teria feito, por debaixo do pano, um acordo com o prefeito Wilson Santos (PSDB), candidato à reeleição, e, no momento, principal adversário do candidato progressista Walter Rabello.
O vereador, segundo os seus "algozes", estaria fazendo campanha e não defendendo o nome do candidato do partido. A dificuldade de encontrar doadores fortalece a tese de financiamento público de campanha, o que evitaria a situação hoje enfrentada pelos candidatos à majoritária e proporcional na Grande Cuiabá e reduziria drasticamente "as traições".
Até o momento, com 30 dias de campanha, quase ninguém conseguiu arrecadar recursos, o que está obrigando os candidatos a bancarem suas atividades eleitorais com recursos próprios. "A situação está tão difícil que acho que a saída é o financiamento público de campanha", analisou o candidato a prefeito de Várzea Grande Nico Baracat (PMDB).