A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato) vão agendar reunião com representantes dos frigoríficos JBS Friboi, Bertin e Marfrig, que com o Greenpeace, assinaram a "moratória da carne", que é o compromisso de as indústrias só comprarem gado de área desmatada a partir da data da assinatura do acordo, 5 de outubro deste ano. Os pecuaristas locais temem serem prejudicados com ações ilegais cometidas por alguns produtores e em decorrência disso, o setor entre em uma nova crise.
Ontem, representantes das duas entidades se reuniram com o governador Blairo Maggi, um posicionamento sobre a questão, já que ele participou da assinatura do protocolo de intenções, no início deste mês na sede da Fundação Getúlio Vargas (FVG), em São Paulo. O secretário-chefe da Casa Militar, Alexander Maia, explica que o governo não é a favor da moratória e contra os pecuaristas, mas que não permitirá o avanço do desmatamento ilegal na Amazônia, seja pela agricultura ou pecuária.
O presidente da Acrimat, Mário Candia, adianta que com o apoio do governo estadual, a entidade tentará agendar uma reunião com os frigoríficos para que os pecuaristas não sejam discriminados pela moratória. Ele não informa se os produtores locais tiveram algum prejuízo decorrente da assinatura da moratória da carne e nem quantos estão ilegais. "Precisamos criar entendimento entre pecuaristas e indústrias"