Cuiabá, Mato Grosso
04 de Julho de 2010
Telefones Gazeta Digital
(65) 3612-6000
(65) 3612-6320

CADERNOS
Capa Opinião Política Cidades Polícia Nacional Internacional Economia Esportes Vida Expediente Erramos
SUPLEMENTOS
Autos & Máquinas Casa & Cia Especial 20 ANOS Gastronomia Interior Natureza Passeios & Viagens Terra & Criação TV Viva Bem Zine
COLUNISTAS
Ambiente & Ciência
Aquiles Rique Reis
Concursos & Estágios
Eduardo Mahon
Fernando Baracat
Paulo Coelho
Saulo Gouveia
Ungareth Paz
ARTICULISTAS
Arnaldo Jabor
Dráuzio Varella
Reginaldo Leme
Ricardo Noblat
CHARGE DEJAMIL
ENTRETENIMENTO
Canal Zap - TV
Resumo das Novelas
Horóscopo
Cinema
OUTRAS EDIÇÕES
Por data:
MATO GROSSO
Prejuízos chegam a R$ 2,9 mi

Assaltos a caixas eletrônicos causam grande rombo; dinheiro roubado circula sem problemas
Delegado afirma que muitos roubos não têm valores informados

Laís Costa Marques
Da Redação

Os assaltos a caixas eletrônicos rendem um prejuízo de aproximadamente R$ 2,934 milhões em Mato Grosso somente este ano. O valor é estimado a partir do cálculo médio da cifra roubada e informada pelos bancos junto à Polícia Judiciária Civil. Das 34 ocorrências registradas no primeiro semestre deste ano no Estado, 30 foram consumadas. Destas, 8 tiveram os prejuízos declarados pelas instituições. A média entre esses 8 roubos é de R$ 97,825 mil chegando a um total de R$ 782,600 mil. Se esse valor médio for aplicado ao total de eventos, o valor atinge quase R$ 3 milhões. A Polícia, porém, estima que o valor médio dos assaltos seja de R$ 50 mil, o que resultaria em um rombo de R$ 1,5 milhão entre janeiro e junho.

Bancos consultados pela reportagem não confirmam se empresas de seguros estariam arcando ou não com o prejuízo. O delegado da Gerência de Repressão a Sequestro e Investigações Especiais, Luciano Inácio da Silva, diz que apenas os bancos registram queixas nas delegacias, o que leva a crer que não haja prejuízos a outras empresas. "Nunca uma seguradora veio registrar ocorrência, além disso, muitas dessas empresas pertencem aos bancos, o que leva a crer que eles não se autosegurariam".

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que a contratação de empresas de seguros depende a política adotada por cada instituição e de como a mesma avalia a negociação, visto que elas podem ser muito caras. Quanto ao destino do dinheiro, investigações da Polícia apontam que ele circula no mercado local, no pagamento de contas, compra de veículos e até gastos em danceterias, como explica Luciano Inácio. "Os criminosos são pessoas que vivem do crime e por isso usam o dinheiro para o pagamento de contas, compras. Alguns são frequentadores assíduos de casas noturnas, onde gastam grandes quantias". E fiscalizar o dinheiro é uma tarefa quase impossível. O delegado diz que todas as notas são numeradas, mas que devido ao volume não tem como fazer o controle da circulação das mesma.

No fim do ano passado, a Operação Frente Fria, que desarticulou uma quadrilha que praticava este tipo de assaltos, detectou o investimento do dinheiro roubado de caixas automáticos no financiamento de outros crimes, como tráfico de drogas e de armas. Mas Luciano Inácio diz que estas investidas ocorrem quando o resultado do assalto é muito grande e sobra dinheiro para outras operações criminosas.

Bancos - As instituições financeiras fazem a política do silêncio quanto aos prejuízos causados pelos assaltos. Entre os bancos que tiveram mais caixas arrombados, o Banco do Brasil foi alvo de 79% das ações, com 27 ocorrências, sendo 4 tentativas. Na segunda posição, o Banco Real ocupa a colocação com 5 ocorrências, seguido do Bradesco com 3 e Unicen e Caixa com 1 cada um. Os números são da Polícia Judiciária Civil e correspondem às ocorrências registradas a partir de janeiro deste ano.

O alto índice de ocorrências em terminais do Banco do Brasil é em virtude do grande número de clientes e do maior número de caixas eletrônicos, conforme explica o delegado Luciano Inácio da Silva. "Quanto mais clientes, maior a movimentação financeira e isso desperta o interesse dos bandidos".

Procurados para comentar o assunto e expor os danos financeiros, Banco do Brasil, Real e Bradesco informaram, por meio da assessoria de imprensa, que não se pronunciariam por questão de segurança. A Febraban afirmou por meio de sua assessoria de imprensa os assaltos a caixas eletrônicos não afetam o desenvolvimento dos serviços financeiros e não representam uma ameaça ao desenvolvimento de equipamentos e técnicas que facilitem o acesso pelos clientes.

Ainda segundo a assessoria da Febraban, a federação tem uma comissão de segurança que se reúne periodicamente e discute as incidências de crimes e métodos para conter os assaltos e prejuízos.

Movimentação - Segundo dados da Febraban, 33% de todas as operações bancárias se dão nos terminais de auto atendimento, sendo esta a modalidade de mais acesso pelos clientes. A internet aparece em segundo lugar sendo menos de 20% das operações e os caixas de agências realizam 9,2%, ocupando a terceira posição.

O aumento no acesso por meio de caixas eletrônicos fez com que o número de máquinas aumentassem 60% em 10 anos. De acordo com a Febraban, em 2000 o Brasil possuía 108 mil terminais. Este ano o número chega à casa dos 173 mil máquinas. Em Mato Grosso não há registros de quantos caixas eletrônicos estejam instalados, mas há um total de 285 agências e 690 postos de atendimentos bancários, em sua maioria todos com a presença de máquinas. Fora isso, existem os terminais instalados em estabelecimentos comerciais, empresas e entidades.

Segurança - Os assaltos à caixas eletrônicos têm se proliferado nos locais onde a vigilância é humana e não eletrônica. Conforme o delegado Luciano Inácio da Silva, isso porque ao render os vigilantes, os bandidos têm o tempo livre para executar o arrombamento, visto que a operação geralmente é demorada. Já nos casos em que há vigilância eletrônica, os assaltantes têm pouco tempo para agir até que o alarme acione as centrais de segurança. "Estão crescendo as ocorrências fora de agências, em instituições públicas e estabelecimentos comerciais".

Quanto à contratação de serviços de segurança especializada, ela se difere entre as empresas. A Protege, que faz segurança e transporte de valores, diz que a demanda diminuiu porque os bancos estão mais receosos quanto aos abastecimentos. O responsável pelas operações na empresa, Celso Neto, afirma que há menos transporte para o suprimento dos terminais. "O fluxo caiu em torno de 60%. Os bancos estão abastecendo menos os terminais". A empresa em que Celso Neto trabalha também faz a manutenção de equipamentos, e segundo ele afirma, quando um terminal é arrombado o prejuízo é irreparável e a máquina tem que ser substituída. Em outra empresa, que pediu para não ter o nome revelado, a contratação de serviço não foi alterada porque a ação de bandidos não ocorre durante o abastecimento da máquinas ou transporte de valores.


Imprima a Notícia Próxima »


VEJA AINDA NESTE CADERNO:
Edição Nº 6792
PLANTÃO GAZETA
BUSCA
 
GRUPO GAZETA
Gazeta FM
FM Alta Floresta
FM B. do Garças
FM Poxoréu
CBN Cuiabá
TV Record Canal 10
Gazeta Dados
Comercial
Gráfica Millenium
Fale com a Gazeta

ENQUETE
Qual dessas áreas você considera a mais crítica em Mato Grosso?
Segurança
Saúde
Educação
 
RÁDIOS

COTAÇÕES
COMERCIAL
Compra: R$ 1,797
Venda: R$ 1,798
PARALELO
Compra: R$ 1,86
Venda: R$ 1,99
TURISMO
Compra: R$ 1,763
Venda: R$ 1,873
METEOROLOGIA
Copyright © 2001 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados
Sugestões de Pauta para o Jornal : red.jornal@gazetadigital.com.br
Críticas, Dúvidas ou Sugestões para o Site : internauta@gazetadigital.com.br
Desenvolvido por Web em Segundos

Fatal error: Call to a member function Close() on a non-object in /home/httpd/html/gazetadigital.com.br/html/materias.php on line 227