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16.05.2004 | 03h00

Berta Zemel continua firme e forte no teatro

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Berta Zemel nasceu atriz. Em 1952, aos 18 anos, já tinha certeza sobre o lugar onde iria passar o resto de sua vida. Naquele ano, a descendente de poloneses nascida no bairro da Bela Vista ingressou na Escola de Artes Dramáticas (EAD) de Alfredo Mesquita, onde ficou até 1955. No ano seguinte, passou a fazer parte da companhia de teatro do ator Sérgio Cardoso e de sua mulher, a atriz Nydia Lícia.

A primeira e importante participação de Berta na televisão aconteceu em 1959. Toda segunda-feira, no Teatro Bela Vista (hoje Sérgio Cardoso), Berta e a trupe de Cardoso encenavam uma peça que era transmitida ao vivo pela TV Tupi (1950 - 1980) no horário nobre.

O Grande Teatro Tupi revelou a primeira geração de estrelas da tevê brasileira, como Fernanda Montenegro, Nathália Timberg, Sérgio Britto, entre outros . "O teleteatro era uma espécie de minissérie da época. Encenávamos Shakespeare, Pirandello e outros grandes autores", lembra Berta, que também ajudava na adaptação dos textos.

A mesma Tupi foi responsável pelo lançamento das telenovelas, as substitutas do teleteatro. Em 1972/73, Berta protagonizou a novela Vitória Bonelli, escrita por Geraldo Vietri. O folhetim trouxe fama e satisfação para Berta, mas, da televisão, ela só sente saudades do trabalho. "Sou uma pessoa muito tímida, até meio estranha. Não me preocupo com popularidade", garante.

Outro papel que ela relembra com carinho aconteceu três anos depois da personagem Vitória. Em 1976, ainda na Tupi, atuou em Apóstolos de Judas, fazendo a professorinha Berenice. Sua última participação em novelas aconteceu em 1985, em Jogo do Amor.

A essa altura, a Tupi já tinha virado TVS (hoje SBT). "Antes disso, em 1965, fiz o papel de uma tia meio louca do personagem de Vicente Celestino em O Ébrio, na TV Paulista" lembra.

Desde 1985, Berta se dedica exclusivamente ao teatro, sua grande paixão. Mas ela não despreza a TV. "Adoro fazer televisão, tanto pelo estilo de interpretação, mais interiorizado, mais ligado ao coração, quanto pelo alcance que o trabalho tem", explica.

Se Berta não está na televisão, hoje em dia, não é por falta de convites. Seus motivos são outros, todos muito razoáveis. "Tenho meu grupo de teatro (Teatro Móvel de São Paulo) e minha casa aqui em São Paulo, e todos os convites que recebi eram para trabalhar no Rio", conta..

Mas ela não descarta futuros chamados para trabalhar na telinha. "Se quiserem me chamar, claro que eu aceito, desde que não coincida com a minha vida no teatro", explica.

Na telona - Berta também experimentou o cinema. Pela primeira vez em 1977, no filme Que Estranha Forma de Amar, baseado no romance Iaiá Garcia, de Machado de Assis, também dirigido por Geraldo Vietri. O último foi O Casamento de Romeu e Julieta, de Bruno Barreto. "Acabei de fazer; foi muito divertido", conta.

Mas o filme que deu mais prazer à atriz foi Desmundo, dirigido por Alain Fresnot. Graças à personagem dona Branca, Berta ganhou o prêmio Candango de melhor atriz coadjuvante na 35ª edição do Festival de Brasília.

Prêmio, aliás, é o que não falta na estante da atriz. "Ganhei todos", diz, sem falsa modéstia. "Tenho uma meia dúzia de Sacis (concedido pelo jornal O Estado de S. Paulo), vários Governador do Estado e mais alguns, entre os quais o da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e o Padre Ventura, no Rio", enumera.

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