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Tevê - A | + A

08.06.2003 | 03h00

Míriam Pérsia, há quase 10 anos longe da TV

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Foi a tevê que revelou o talento da atriz Míriam Pérsia, uma das meninas do antológico Teatrinho Troll, dirigido por Fábio Sabag em meados da década de 50. Mas, hoje, a telinha já não tem espaço para ela. Miriam desapareceu dos estúdios de gravação desde 1994, quando participou da novela A Viagem, exibida pela Globo. "Já se passaram quase dez anos e as pessoas ainda me param na rua para perguntar porque eu não volto a fazer tevê", conta a atriz. "Até gostaria de voltar, mas faz tempo que não recebo um convite. Além disso, não costumo ficar insistindo, prefiro ocupar meu tempo com outros trabalhos".

A agenda de Míriam inclui reuniões no Sesc do Rio - onde participa de projetos teatrais - e horas de estudo em seu apartamento no Vidigal - onde prepara aulas para lecionar em escolas de formação para atores. "Não tenho luxo, preciso da minha profissão para sobreviver", diz. "Gosto de estar no teatro, que sempre foi a minha grande paixão. Mas as pessoas só lembram de quem aparece na tevê".

A última empreitada de Míriam pelos palcos ainda não entrou em cartaz. "Com a mudança de governo, estou esperando a definição das leis de incentivo fiscal para ver se a peça emplaca", conta. Trata-se de uma produção de Caio de Andrade, inspirada em obras de Machado de Assis. "Já está tudo ensaiado, só falta mesmo a verba para subir no palco".

Enquanto a peça não estréia, Míriam aproveita seu tempo para fazer aulas de ginástica e caminhar pela praia. "Gosto de cuidar do corpo", diz a atriz, hoje com 60 anos. "Além de fazer exercício, mantenho uma alimentação saudável e sou vegetariana".

Apesar de seguir a linha natureba, Míriam já carregou a fama de bebum. Foi em 1980, quando ela viveu uma italiana alcoólatra na novela Plumas e Paetês, da Globo. "Sempre que eu entrava em um bar, logo vinham me oferecer bebidas", lembra. "Foi difícil provar que eu não gostava de beber. Mas, pelo menos, sei que a interpretação convenceu".

Mesmo sendo neta de italianos, Miriam teve de suar para aprender o sotaque da personagem. "Não conhecia qualquer palavra em italiano e minha família também não tinha muito contato com minha carreira", conta. "Meus pais demoraram para perceber que eu iria levar a dramaturgia a sério".

Bem que poderia ter sido só uma brincadeira de criança. Com apenas cinco anos, Míriam já havia decretado: aniversário de parente dela seria comemorado com teatro. "Eu representava, escrevia e até posava como diretora dos meus primos", conta. "Meus pais achavam divertido, até o dia em que quase coloquei fogo na fralda de minha irmã mais nova".

O talento amador virou profissional depois que Míriam fez dezenas de participações especiais na extinta Tupi, durante a década de 50. Mas a grande chance de consolidar a carreira só apareceu em 1968, quando foi escalada para substituir a amiga Leila Diniz em Sangue e Areia, primeira novela da Globo no horário das 19h. "O elenco já estava completo mas Leila precisou sair e me indicou para o papel", conta . "Soube aproveitar a oportunidade e acabei engatando várias novelas depois disso".

Apesar de guardar boas recordações das mocinhas e malvadas que já viveu na telinha, Miriam diz que a mãe de Pedrinho, personagem que ela interpretou no Sítio do Picapau Amarelo - na versão que a Globo exibiu em meados da década de 80 - é a personagem preferida de sua longa lista de tipos. "Foi mágico viver uma história atemporal como essa", diz. "Durante quase quatro anos, eu fiquei sendo a mãe do Pedrinho, aquela que tanto havia alegrado minhas brincadeiras de infância".

Se você deseja saber por onde anda alguma personalidade que fez sucesso na tevê há alguns anos, mande um e-mail para rmarques@agestado.com.br ou ligue para (11) 3856-3605/3685

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