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Tevê - A | + A

09.05.2004 | 03h00

Vanessa Giácomo, a nova cabocla

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Em 1979, a novela Cabocla lançou Glória Pires ao estrelado. Agora, em 2004, chegou a vez do público conhecer Vanessa Giácomo, uma novata que tem a responsabilidade de interpretar o papel principal do remake de Benedito Ruy Barbosa, que estréia dia 10, no horário das seis da tarde, na Rede Globo. Aos 21 anos, a jovem atriz traz na bagagem a experiência do teatro, além de algumas participações em Malhação. Assim como Zuca (Cabocla), ela confessa ser dona de um temperamento forte, com uma certa dose de timidez. "Tenho características próprias que vou ceder para Zuca", já avisa.

Na trama, ela é noiva do peão Tobias - interpretado pelo também estreante Malvino Salvador - mas logo se apaixonará perdidamente pelo advogado carioca Luís Jerônimo (Daniel de Oliveira), papel que no passado pertenceu a Fábio Jr. Aliás, foi depois da novela Cabocla que Glória Pires e Fábio Jr. resolveram se casar. Vanessa jura de pé junto que não tem namorado. Por enquanto. Pois assim que estrear na telinha pretendentes não vão lhe faltar.

- Este é seu primeiro trabalho em televisão?

- Trabalho numa novela é o primeiro. Antes eu havia feito só participações. Minha experiência profissional vem do teatro. Desde os 13 anos eu faço teatro e para não ficar só focada neste tipo de linguagem, que é totalmente diferente, eu vim para interpretação de tevê para buscar um equilíbrio.

- Como ocorreu o convite para participar de Cabocla?

- Eu já tinha feito algumas participações em Malhação, que é do núcleo do Ricardo Waddington (diretor da novela), e foi ele quem me avisou dos testes. Acho que, no fundo, nem ele esperava que eu fosse me sair bem. Confesso que fiquei morrendo de medo na hora.

- Ele (Ricardo Waddington, diretor) te orientou a ver os vídeos com a interpretação da Glória Pires para a personagem?

- Não, ao contrário. Não vi nada. Não deixei me influenciar por nada.

- Você não tem receio que comparem sua atuação com a da Glória Pires?

- Não, não tenho medo dessa comparação. Sei que a Glória é uma excelente atriz, mas não estou pensando muito nisso. Estou interessada apenas em fazer um bom trabalho. Acho que o que vier é conseqüência. Não tenho medo de crítica, seja ela contra ou a favor. Eu encaro isso numa boa.

- Como você compôs a Zuca?

- Eu peguei muito do que é a Zuca num primeiro momento, acho que porque tenho características minhas que vou ceder para Zuca. Assim como eu, ela também tem uma personalidade forte, a timidez dela eu também tenho. Sou brincalhona, mas às vezes sou muito tímida.

- Na novela, Zuca se apaixona por Luís Jerônimo, um rapaz vindo do Rio de Janeiro, estudado, muito diferente dela. Você acredita que é possível viver um amor assim?

- Acho que amor não faz essa distinção. Quando você se apaixona por uma pessoa, o coração não escolhe quem vai ser. Também é importante não escutar ninguém. Num relacionamento entre duas pessoas ninguém tem que dar palpite. No caso da Zuca, se fosse nos dias de hoje, como ela não teve estudo, acho que o Luís Jerônimo poderia ensinar muita coisa a ela, incentivá-la a estudar. Então, acredito que é possível viver um amor assim.

- Você já se apaixonou por uma pessoa muito diferente de você?

- Sim, já me apaixonei por um menino que morava num bairro mais humilde, bem afastado. Eu era muito novinha, tinha uns 11 anos, mas me apaixonei muito por ele, chorava porque ele morava longe. Só me lembro que ele estudava perto do meu colégio.

- A trama é rural e de época. Você já sabia andar a cavalo? Teve de aprender mais alguma coisa para compor a personagem?

- Eu sabia montar só um pouquinho, mas tive de fazer mais algumas aulas. Fiquei três semanas montando a pêlo no cavalo, pois é assim que a Zuca aparece na novela. Também tive de aprender a cozinhar, a passar roupa com aquele ferro pesado, a costurar, a bordar, a fazer tapeçaria, tricô, crochê...tudo! E isso é necessário para ficar mais real, porque senão as pessoas que sabem bordar e assistirão à novela vão falar: "Nossa! O que aquela garota tá fazendo?!"

- E quanto ao sotaque?

- Ah, isso não foi tão difícil porque eu já tinha uma influência da minha família, pois meus pais são de Minas, então não tive tanta dificuldade com o sotaque.

- E como é estrear como protagonista, ainda mais numa novela do Benedito Ruy Barbosa?

- Ah, eu estou muito feliz mesmo. É uma novela muito linda, um núcleo muito bonito, acho que tem todos os ingredientes para fazer sucesso, tem tudo para dar certo: um elenco muito bom, uma direção é ótima, então a minha expectativa é para melhor. Começar como protagonista é ótimo, mas eu faria a Zuca mesmo que ela fosse uma coadjuvante.

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Chico Ferreira

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