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25.05.2003 | 03h00

Wagner Montes promete transparência na Verdade do Povo

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Em maio de 1979, Wagner Montes estava na TV Tupi apresentando o extinto Aqui Agora quando Luciano Callegari - naquela época o homem de confiança de Silvio Santos e hoje superintendente artístico e de programação da Record - ligou para lhe fazer uma proposta, convidando-o para ir pessoalmente falar com Silvio e acertar com o SBT. "Agora, 24 anos depois, também no mês de maio, o mesmo Luciano me liga para dizer que tem uma proposta da Record", conta o apresentador. Foi desta forma que o ex-jurado do Show de Calouros recebeu o convite da emissora de Edir Macedo para apresentar, de segunda a sexta, o Verdade do Povo, que estréia no próximo dia 26, às 16h.

Verdade do Povo é um projeto da Record, o qual não teve a interferência de Wagner Montes na decisão do formato, nem na escolha da equipe. "Para minha sorte estarei sob a direção de Roberto Garcia, com quem havia trabalhado no SBT", recorda. "Fui à Record para ouvir uma proposta e saí de lá contratado", comemora ele, que apesar do novo trabalho continuará à frente de seu programa na CNT do Rio.

A matéria-prima do programa se resume em histórias reais e dramas pessoais, apresentando entrevistas com os envolvidos e cobrando soluções. "Será um programa popular, no qual vamos ouvir as pessoas com problemas materiais e emocionais. Na reunião que tive com a equipe, na semana passada, apresentei algumas coisas das quais não abro mão, como por exemplo: só vamos colocar no ar casos que podemos resolver ou ao menos tentar ajudar, seja qual for o tipo de problema", enfatiza.

Wagner afirma ainda que se, por acaso, for exibida alguma história que não seja viável ajudar, ele vai criticar essa atitude no ar. "Daí o feitiço vai virar contra o feiticeiro", já avisa. Para ele, uma pessoa que procura uma emissora de televisão para pedir ajuda "é porque já bateu em todas as portas e não conseguiu nada". "Eu não vou explorar o drama de ninguém", promete.

Como até o momento não participou da definição do formato, ele já pensa no que pretende incluir na atração assim que o programa entrar no ar. "Prestação de serviço em primeiro lugar. Depois também quero apresentar curiosidades de diversas áreas, entrevistar pessoas interessantes e cobrar atitudes de órgãos e instituições que lidam diretamente com o cidadão. Acho um absurdo, por exemplo, ver aqueles senhores já de idade que ficam na fila da porta do banco no dia de pagamento, horas e horas em pé, faça chuva ou faça sol. Isso é um desrespeito com o ser humano e vou cobrar uma atitude. Nossa intenção com o programa não é somente ajudar aquela pessoa que nos procurou, mas também colaborar com toda a população de uma forma geral".

Sobre a hipótese de existir algum tipo de armação nos casos apresentados, Wagner é taxativo. "Não quero nem sentir o cheiro de qualquer tipo de armação! E convido qualquer jornalista, qualquer órgão de imprensa a estar comigo no camarim e a acompanhar a equipe de produção na apuração dos casos. O programa será transparente", garante ele.

Aos 48 anos, Wagner se mostra consciente também quando o assunto é audiência. Ele irá bater de frente com Márcia Goldschmidt e a Hora da Verdade, pela Band, cuja média nos últimos três meses foi de 6 pontos do Ibope, com picos de 10. "O pessoal da Record sabe que eu sou apresentador de tevê e não milagreiro. Quem faz milagre é Deus. Sei que é muito difícil estrear um programa e ir logo dando 7, 8 pontos do Ibope. Mas vamos ver como será a resposta do público para com o meu trabalho. Eu já vesti a camisa da emissora e quero me dedicar muito a esse trabalho, fazendo o máximo que posso, a fim de retribuir a confiança que a "Record" depositou em mim".

Mesmo estando numa emissora comandada por bispos evangélicos, Wagner afirma ainda que terá liberdade para falar o que quiser no ar. "Falo o que penso e digo o que sinto. Não sou o dono da verdade, e por isso, se eu errar, vou pedir desculpas em público", promete.

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