23.07.2009 | 03h00
O albinismo é uma alteração genética que ocorre nos seres vivos, afetando-lhes a pigmentação. É a condição de natureza genética em que há um defeito na produção de melanina pelo organismo. Este defeito é a causa de uma ausência parcial ou total da pigmentação dos olhos, pele e pêlos. Também aparecem equivalentes do albinismo nos vegetais, em que faltam alguns compostos corantes, como o caroteno e nos animais.
Segundo o dermatologista Roque Rafael de Oliveira, o organismo humano fabrica a melanina nas células conhecidas como melanócitos ou melanoblastos. Esta substância é a que da cor aos olhos, à pele e aos cabelos. "Nas pessoas albinas, a quantidade de melanina varia de zero a um valor praticamente normal" afirma.
Para as pessoas que possuem esta alteração genética, não há quantidade suficiente de melanossomas disponíveis nas células da pele para combater os raios prejudiciais. A falta resultante de melanina deixa a pele vulnerável aos danos do sol, aumentando o risco de queimaduras e de câncer de pele. Vale destacar que alguns albinos apresentam estrabismo, que está relacionado ao desvio dos nervos ópticos.
Até agora, não existe nenhum tratamento para reverter o albinismo. Ainda não foi descoberto uma forma de suplementar a melanina ou de forçar o corpo a produzi-la. A pele não pode ser escurecida e a anatomia dos olhos não pode ser totalmente corrigida. Mas nem tudo está perdido, pois existem tratamentos disponíveis para as complicações decorrentes do albinismo. Com o tratamento precoce, os oftalmologistas pode melhorar radicalmente a visão.
É fundamental que as pessoas com albinismo protejam a pele contra o sol. A proteção não significa se esconder do sol, mas sim se proteger. No entanto, a melhor forma de fazer isso é controlar a exposição solar. Segundo Roque, os albinos precisam evitar a exposição ao sol entre 10 horas e 16 horas e tomar cuidado com a areia, que refletem os raios do sol. Ele recomenda ainda o uso diário de protetor solar - FPS 30 - em todas as partes corpo que ficam expostas, devendo ser aplicado 30 minutos antes da exposição, abundantemente, e reaplicado com freqüência.
As roupas que melhor protegem contra o sol são de tecidos sintéticos respiráveis e espessos. Os albinos não devem abrir mão dos Chapéus de abas largas. Camisetas leves e molhadas deixam o sol passar e devem ser evitadas. As pessoas albinas podem sofrer queimaduras em dias nublados, pois os raios UV penetram nas nuvens. "Assim sendo, é preciso ter muito cuidado", aconselha o médico.
Sem proteção, os portadores de albinismo poderão desenvolver lesões na pele, câncer e metástase. Podem surgir manchas escuras semelhantes a sardas. Elas não são sardas nem pontos de melanina. Na verdade, são descolorações em que as proteínas e as gorduras das células foram destruídas. A pele também pode ficar endurecida com o tempo, conforme os raios UV forem envelhecendo as células. Por isso é importante que uma pessoa albina redobre o cuidado com a pele, para que tenham uma vida normal.
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