21.10.2010 | 03h00
Depois de uma decepção amorosa é natural questionar se o amor existe. A dor que fica é indescritível. Os sentimentos são confusos e ao mesmo tempo que se sente ódio do outro, também se procura defeitos em si mesmo. Apesar disso, os relacionamentos estão vulneráveis às desilusões e é necessário aprender a lidar e superar estas etapas da vida. Vários motivos podem conduzir a uma desilusão amorosa, normalmente acontece uma traição ou o outro simplesmente não retribui o sentimento.
Foi o que aconteceu com a advogada J.K.L. 35. Após 6 anos de namoro foi informada por telefone que a relação tinha terminado. Ela conta que o namorado mudou de cidade e a relação esfriou. "Mas eu tinha pavor só de pensar na possibilidade de perdê-lo e, por isso, mantinha a vida morna". Os meses seguintes à notícia do fim do namoro foram de puro sofrimento. "Não tenho palavras para descrever tanta dor. Como não sabia o que fazer procurei terapia".
O tempo passou. J.K.L se recuperou e teve outros namorados. Segundo ela, se a mesma situação acontecesse novamente, tudo seria diferente. "Não me doaria tanto e, assim que percebesse o distanciamento eu mesma tomaria a decisão de separar". Feliz e mais madura, a advogada tem outros conceitos sobre relação e ainda aposta no amor verdadeiro.
O número elevado de decepções amorosas deixa a escritora e consultora em desenvolvimento humano, Eliana Barbosa impressionada. Segundo ela, só se decepciona com um amor quem coloca "esse amor" acima de tudo. "Não podemos dizer que sofremos uma decepção amorosa e sim que passamos ou vivemos". Não se deve sofrer pelas perdas, porque elas, sistematicamente, trazem a semente de um benefício maior. "Como diz um ditado: Se perder, ganhe ao menos a lição!"
A dica da consultora é que se tenha aceitação, tempo e paciência para passar por esse momento. O perdão também é primordial nesse caso. "É preciso se libertar das correntes do ódio e do desejo de vingança", avisa Eliana. Se permanecer na sintonia desses baixos sentimentos atrairá mais problemas amorosos.
O melhor caminho na recuperação das decepções amorosas é a aceitação. Eliana diz que a pessoa dá o primeiro passo quando assume as escolhas erradas. Ela enfatiza que é preciso perdoar-se por ter escolhido mal, e perdoar o outro também. Ficar remoendo o passado, com as mágoas de uma decepção certamente atrairá outras escolhas negativas.
Quando se exercita o perdão e assume as escolhas erradas, fica muito mais fácil desapegar-se daquela pessoa que lhe tratou ou trata ainda apenas como uma opção. "É preciso entender que ninguém pode fazê-lo se sentir inferior a menos que você queira que isso aconteça. Não há sentimento mais triste e humilhante do que estar ao lado de quem não lhe quer bem! Por isso, desapegue-se! ! Como diz o ditado, "Antes só que mal acompanhado!".
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