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16.07.2003 | 03h00

Documentário mostra a direção de arte de Carandiru

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No livro Carandiru - Registro Geral, que conta sobre a produção do filme, o diretor Hector Babenco explica porque chamou Clóvis Bueno para a direção de arte. "Para um trabalho desta magnitude, num clima de improvisação e demência, só o Clóvis." E Babenco explica mais: "A idéia das pessoas é que o presídio é uma coisa uniforme, repetitiva, um amontoado de celas que compõem um todo impessoal. Mas aí você entra num Carandiru e o que vê é um carrossel de cores, roupas, rostos. É o retrato do Brasil. E você chega à conclusão de que não dá para fazer um retrato do Brasil com luz azulada."

Ponta Grossa, no Paraná. É lá que está sendo feito o filme que assinala sua estréia na direção, em parceria com o ator Paulo Betti, em Cafundó. "O Carandiru era uma favela", ele conta, num discurso que revela sintonia total com o de Babenco. E é este seu trabalho de transformação que está sendo contado no documentário A Direção de Arte do Filme Carandiru, de Mônica Delfino. Formada em Artes Plásticas na Universidade Estadual de Londrina, Mônica fez o curso de pós-graduação em cinema como aluna especial do mestrado da Escola de Comunicação e Artes, da USP.

Até por ser a área do seu interesse, mais afim com o curso que fez, ela escolheu como tema de mestrado a direção de arte no cinema brasileiro. Tomou o caso de Clóvis Bueno como paradigma e teve oportunidade de vê-lo em ação no set de Carandiru. Mônica acompanhou o trabalho do diretor de arte com uma miniDV. Fez um documentário como parte da pesquisa de sua tese, mas depois achou que seria uma pena não divulgá-lo no formato audiovisual.

Associada à produtora Vertigem Filmes, ela fez um documentário de 52 minutos como o seu tributo à arte de Clóvis Bueno. A diretora explica seu fascínio pelo trabalho de Bueno: "Ele é muito versátil, muda de atmosfera a cada filme, mas deixa sempre impressa a sua marca, aquilo que a gente pode chamar de estilo."

Engenheiro de formação, Bueno foi ator e diretor de teatro antes de virar diretor de arte de filmes tão diversos quanto O Beijo da Mulher Aranha, também de Hector Babenco, Orfeu, de Carlos Diegues, e Castelo Rá-Tim-Bum, de Cao Hamburger. Ele não fala propriamente num estilo, porque sabe que cada filme é diferente e o seu trabalho, como diretor de arte, é contribuir para a unidade visual do produto.

É um trabalho que tem de estar integrado com o diretor, o diretor de fotografia e o cenógrafo. Dessa integração nasce o look do filme, que tem de estar a serviço do conceito do diretor e da história que ele quer contar.

Bueno acredita mais em vivência do que em pesquisa. Buscou na memória os fundamentos para fazer Carandiru. Hoje ele pode contar, rindo, que já foi preso como comunista e, depois, como cabeludo, o que o tornava suspeito de qualquer coisa. Enfrenta, agora, desafio de ser, ele próprio, diretor. A diretora de arte, Vera Hamburger, é sua mulher. Como está sendo a integração do casal? "Ela diz que sou ranheta, muito chato, mas é que escrevi o roteiro do Cafundó já pensando nas cenas. Tenho tudo na cabeça e quando sai daquilo que imaginava é preciso diálogo, avaliar se é mesmo a melhor solução."

Ele avalia o trabalho de Carandiru como um dos mais complexos e difíceis de sua carreira. Lembra que, no início, nem Babenco nem ele sabiam exatamente como seria. Só sabiam que seria um filme grande, exigente. Em Carandiru, o desafio era (re)criar o horror, mas com esse componente de delícia capaz de seduzir o espectador. Um filme que bate nos 5 milhões de espectadores vira um fenômeno. É um pouco a construção visual do fenômeno que o documentário de Mônica mostra.

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Comentários

Ronaldo Mazotto - 13/09/2011

Boa Tarde meu nome é Ronaldo Mazotto e trabalhei muitos anos na casa de detenção do carandiru e posso dizer que aprendi a ver que realmente existe recuperação mas são muito poucos que correm atrás de melhorias pois realmente só melhora quem quer não adianta quere recuperar aqueles que gostam do crime. durante o tempo em que trabalhei la consegui juntar o maior acervo particular do antigo presidio com mais de 1000 fotos muitas horas em video centenas de objetos documentos alem de um documentario ja exibido em amis de oito paises produzido por uma tv americana (se quizer uma cópia mande um email que enviarei) e realizo exposições em escolas faculdades e afins e tenho tambem muitas história a contar trabalhei la com a Shofia tambem mas eu trabalhei na linha de frente onde realiza as terriveis contagens diarias as trancas e o contato direto com os detentos passei diversas rebeliões e muitas vezes de refem a o Dr. Drauzia não viviam o livro do Dr. Drauzio ele narra o que os detentos contavam a ele e não o que ele vivenciou quero salientar que o trabalho de Babenco ficou muito bom mas garanto que fugiu muito da realidade de dentro do presidio pois apenas os presos e os funcionarios sabiam o que era o dia a dia ali dentro o Dr. Drauzio realizavas apenas atendimentos nos pavilhões da frente mas a contagem e as trncas era apenas os funcionarios nos pavilhões do fundão e no meu caso eu estva realmente no dia a dia e gostaria de uma oportunidade de poder contar minha realidades , pois as muralhas cairam mas as memórias continuam . tenho tambem algumas materias em jornais e revistas procure por "Mazotto Carandiru" e coloco meu acervo a disposição para qualquer eventual interesse de quem quizer. rmazotto@hotmail.com

Ronaldo Mazotto - 13/09/2011

Boa Tarde meu nome é Ronaldo Mazotto e trabalhei muitos anos na casa de detenção do carandiru e posso dizer que aprendi a ver que realmente existe recuperação mas são muito poucos que correm atrás de melhorias pois realmente só melhora quem quer não adianta quere recuperar aqueles que gostam do crime. durante o tempo em que trabalhei la consegui juntar o maior acervo particular do antigo presidio com mais de 1000 fotos muitas horas em video centenas de objetos documentos alem de um documentario ja exibido em amis de oito paises produzido por uma tv americana (se quizer uma cópia mande um email que enviarei) e realizo exposições em escolas faculdades e afins e tenho tambem muitas história a contar trabalhei la com a Shofia tambem mas eu trabalhei na linha de frente onde realiza as terriveis contagens diarias as trancas e o contato direto com os detentos passei diversas rebeliões e muitas vezes de refem a o Dr. Drauzia não viviam o livro do Dr. Drauzio ele narra o que os detentos contavam a ele e não o que ele vivenciou quero salientar que o trabalho de Babenco ficou muito bom mas garanto que fugiu muito da realidade de dentro do presidio pois apenas os presos e os funcionarios sabiam o que era o dia a dia ali dentro o Dr. Drauzio realizavas apenas atendimentos nos pavilhões da frente mas a contagem e as trncas era apenas os funcionarios nos pavilhões do fundão e no meu caso eu estva realmente no dia a dia e gostaria de uma oportunidade de poder contar minha realidades , pois as muralhas cairam mas as memórias continuam . tenho tambem algumas materias em jornais e revistas procure por "Mazotto Carandiru" e coloco meu acervo a disposição para qualquer eventual interesse de quem quizer. rmazotto@hotmail.com

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