31.08.2006 | 03h00
A pessoa é linda, simpática, atraente, mas ao chegar um pouco mais perto tudo cai por água abaixo ao sentir aquele cheiro forte de cigarro no ar. O fato é que o tabagismo não faz mal somente à saúde. É um hábito que atrapalha até mesmo no convívio social. Geralmente quem não fuma não se sente nem um pouco confortável com aquela fumaça no nariz. E o pior de tudo é que ao perceber isso, os fumantes fazem cara feia e acabam passando por antipáticos.
A companhia farmacêutica Pfizer realizou uma pesquisa inédita que revelou o grande impacto do tabagismo nos relacionamentos afetivos e sociais. O estudo avaliou 1,5 mil brasileiros com mais de 18 anos. Dos entrevistados, cerca de 37% já tinham fumado alguma vez na vida. Desses, 57% já tinham abandonado o vício.
A visão do tabagismo difere bastante nos três grupos entrevistados: os fumantes, os ex-fumantes e os não-fumantes. Somando todos os participantes, seis entre dez brasileiros consideram o ato de fumar "nojento". Os não-fumantes usaram esse termo com maior freqüência que os fumantes (62% x 46%). Já a maior parte dos fumantes descreveu o ato de fumar como sexy, intrigante e sofisticado.
"Normalmente as pessoas começam a fumar na adolescência por influência do ambiente em que estão convivendo. A média de idade em que se inicia é de 13 anos", explica a cardiologista e diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do Coração de São Paulo), Jaqueline Scholz Issa.
"O tabaco não é mais socialmente bem visto. Tanto que praticamente em todos os locais já existem restrições aos fumantes", observa. "Quem não fuma fica repugnado com aquele cheiro. Não digo que o cigarro possa destruir um relacionamento, mas ele pode atrapalhar o início de um", argumenta. "Além disso, pode vir a ser um empecilho em outras questões, como uma entrevista de emprego", complementa.
Mais da metade dos brasileiros confessou já ter perdido o interesse por uma pessoa depois de descobrir que ele ou ela fumava. E 30% dos não-fumantes entrevistados afirmaram desistir de um encontro por que a pessoa era fumante. Os fumantes revelaram que 22% deles já foram rejeitados para um encontro por terem o hábito de fumar. E para 7% dos fumantes, o vício foi empecilho até para o ato sexual.
O tabagismo é a principal causa de morte prevenível no mundo. Mundialmente, cerca de 1,3 bilhão de pessoas fumam. E aproximadamente 5 milhões de pessoas morrem por males relacionados ao cigarro todos os anos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o tabagismo causa cerca de 50 doenças, sendo que 20 são fatais. Estima-se que apenas 0,5% a 5% dos fumantes que tentam parar de fumar conseguem atingir a abstinência a longo prazo sem apoio médico.
"Falta procurar tratamento. Se as pessoas que querem parar de fumar procurassem ajuda de um especialista, o processo seria mais fácil e as chances de sucesso seriam infinitamente maiores", afirma Jaqueline. Ela diz que após 10 a 15 anos de abandono do cigarro, um ex-fumante tem um risco de mortalidade similar ao de uma pessoa que nunca fumou. "Parar de fumar em qualquer idade reduz o risco de morte prematura", conclui.
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