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'busco algo que nunca foi visto' 10.10.2018 | 08h36

Com uma carreira de mais de 30 anos, Johnny Depp se diverte ao relembrar grandes personagens épicos

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CONTEÚDO ESTADÃO

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Com uma carreira de mais de 30 anos, Johnny Depp ainda se empolga a falar de seus personagens, por exemplo, Grindelwald, que ele volta a interpretar em Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, dirigido por David Yates.

 

"J.K. Rowling pediu para conversar comigo. E no fim ela me disse algo que me deixou boquiaberto: 'Mal posso esperar para ver o que você vai fazer com o personagem'. Com confiança total em mim", disse Depp, em uma conversa com o público durante o Festival de Zurique, onde apresentou o filme Richard Says Goodbye. 

 

"Amei fazer Grindelwald, porque dá para levá-lo em muitas direções. É um personagem beirando o fascista, mas também tem suas nuances, é um mago poderoso, manipulador e sensível." Nas próximas semanas, ele vai ao Marrocos para filmar a adaptação de À Espera dos Bárbaros, do escritor sul-africano J.M. Coetzee, dirigida pelo colombiano Ciro Guerra (O Abraço da Serpente) e estrelada por Mark Rylance (Oscar de coadjuvante por A Ponte dos Espiões) e Robert Pattinson.

É o ensaio de uma volta por cima do ator, que, nos últimos dois anos, viveu tempos amargos. Sua mulher, a atriz Amber Heard, pediu divórcio depois de 15 meses de casamento e o acusou de violência doméstica - os dois entraram em acordo. Também teve problemas financeiros e entrou numa briga judicial com a empresa que gerenciava seu dinheiro.

 

Nem sua última aventura como Jack Sparrow, o personagem que o transformou em astro mundial, foi tão bem: Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar rendeu US$ 172,5 milhões (R$ 640,9 milhões) nos Estados Unidos, contra US$ 423,3 milhões (R$ 1,5 bilhão) de Piratas do Caribe: O Baú da Morte.

Em Richard Says Goodbye, ele interpreta o personagem do título, um professor universitário de literatura que descobre estar com câncer terminal e resolve viver a vida adoidado, fumando maconha com seus alunos e falando o que vem na cabeça. Depp explicou um pouco o que o interessa ao escolher um papel. 

 

"O personagem precisa estar vivo e querer que você o interprete. Tento sempre algo que, espero, não tenha sido visto antes. Cada personagem é uma nova versão de você mesmo. Acho que um ator precisa se arriscar a cair de cara no chão."

No caso de Jack Sparrow, por exemplo, afirmou que o estúdio, a Disney, não ficou nada feliz com o que ele estava fazendo. "O Capitão Jack nasceu na sauna", disse o ator. "Me ocorreu que esse cara tinha passado a maior parte de sua vida no alto-mar. Assim, tomou muito sol na cabeça. Seu cérebro ficou meio prejudicado. Fora isso, senti que, no mar, ele ficaria bem. Mas, em terra, ele ficava meio desequilibrado."

 

Segundo Depp, eram telefonemas constantes perguntando o que estava acontecendo, se Sparrow era doido, ou bêbado, ou gay. Sua resposta? "Desculpe, você não sabia que todos os meus personagens são gays?" A aposta de Johnny Depp deu certo, claro, e Jack Sparrow tornou-se um dos personagens mais queridos pelo público.

 

"O sucesso de Jack foi totalmente inesperado, porque eu vinha de uma carreira de 20 anos de fracassos aos olhos da indústria." Hoje, ele visita hospitais infantis vestido como o personagem. "Eu preciso fazer, para mim é um prazer encontrar essas crianças tão corajosas."


Depp também contou histórias engraçadas, como quando encontrou pela primeira vez Tim Burton. "Voei para Los Angeles para conhecê-lo, sem esperança de que ele me desse o papel em Edward Mãos de Tesoura. Mas a gente falou por horas e tomou uns 10 litros de café, a ponto de eu sair de lá mordendo uma colher de metal."

 

O resto é história: Depp conseguiu o papel e fez outros sete filmes com o diretor. Os dois arrumaram um jeito de se comunicar que quase mais ninguém entende, com grunhidos e meias palavras.

O ator também comentou sua amizade com o jornalista e escritor Hunter S. Thompson. No dia em que se conheceram, foram até a fazenda de Thompson para atirar em botijões de gás. Depp chegou a ter um quartinho no porão da casa do escritor, onde descobriu que seu criado-mudo era, na verdade, um baú cheio de pólvora. Por pouco, não foram os dois pelos ares.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Com Agência Estado)

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