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BOM E BARATO 08.11.2018 | 10h53

Shopping Orla oferece serviços a preços populares para fortalecer comércio; conheça os principais

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Cortar o cabelo, ajustar o tamanho da sua calça preferida ou dar aquela geral no celular. Estas são algumas das possibilidades oferecidas no Centro Comercial Popular de Cuiabá (CCPC), onde a oferta de serviços ganha destaque junto à variedade já conhecida do comércio. No Shopping Orla, como é mais conhecido, entre um box e outro, se apresentam alternativas de baixo custo para atrair o cliente e fortalecer o trabalho de dezenas de permissionários que ocupam o espaço.

É o caso da costureira Regina Maximiano, que fez do ofício o ganha pão da família depois de se separar do marido, há 25 anos.

 

No começo produzia apenas lingeries, mas depois de um período de crise, optou pelos consertos em geral. No segundo semestre de 2017 ela chegou ao CCPC. “Tinha minhas máquinas em casa e saía vendendo pela cidade. Depois que vim pra cá passei a fazer de tudo e não tenho do que reclamar. Tem mês que é bom, tem mês que cai um pouco, mas isso é normal em comércio.”

 

Alguns pontos à frente do seu, está Lindalva Silva, no Salão da Linda. A cabeleireira, que também faz pé, mão e sobrancelha, conta ter sido uma das primeiras a chegar ali, entre 2012 e 2013. Assim como Aparecida de Oliveira, que, no corredor ao lado, grava mensagens personalizadas em camisetas e bodys. “Passamos por muitas dificuldades, principalmente durante as obras da Copa e da Orla do Porto. Tem um ano que começamos a retomar nossas conquistas”, diz a artesã.

Sob administração da Secretaria de Trabalho, Agricultura e Desenvolvimento Econômico, o espaço tem amparo legal para abrigar atividades do tipo. Isso porque no decreto 5587, que estabelece a venda dos mais variados produtos ali, um parágrafo exclusivo é dedicado à regulamentação da prestação de serviços. O documento também determina todas as exigências necessárias para que empreendedores possam se tornar permissionários, obtendo licença para ocupar um box.

 

Assim, os interessados devem procurar a Secretaria para ter acesso à lista de documentos necessários, como certidão de casamento e certidões negativas com o Município. É preciso também fazer a abertura do Microempreendedor Individual (MEI), facilitada pela Equipe do Centro de Atendimento ao Empreendedor (CAE), que atua no mesmo prédio. O processo leva cerca de dois meses e inclui uma filtragem com visita de assistentes sociais à casa dos candidatos.

 

Isso garante a segurança e transparência do procedimento, que privilegia cidadãos de baixa renda. No final é emitido um parecer que aponta se a pessoa está apta a preencher o termo de permissão de uso provisório. Depois disso os beneficiários precisaram seguir algumas regras, como a frequência e o pagamento de uma taxa de R$ 80 repassados para a Associação dos Permissionários para a manutenção do espaço. Nenhuma quantia é repassada à Prefeitura de Cuiabá.

 

O trâmite ainda está fresco na memória do técnico em celulares Antônio Medeiros, que recentemente migrou de um espaço alugado na região do CPA para o Centro Comercial, no Porto. “Quis expandir o negócio, conquistar uma nova clientela e somar com a antiga”, diz. Especialista em marcas como Motorola e Samsung, ele realiza qualquer tipo de reparo, desde troca de tela até reparação de placa. No Facebook, é possível encontrar a página de seu empreendimento, o “Labor Cell Cuiabá”.

 

O preço do aluguel também foi determinante para a escolha do cabeleireiro Josinaldo Leite, o “Irmão”. Anteriormente instalado na Rua 13 de Junho ele fez com que clientela, já fiel, se acostumasse ao novo endereço, atraindo-a, principalmente pelo preço do cabelo e da barba: R$ 15 cada. A tática é observada também entre manicure, artesã, e outros comerciantes dali, para quem o mais importante é a movimentação de pessoas atraídas pela oferta variada.

 

Abertura do Mei

De acordo com o titular da Pasta, Gilberto Gomes, alguns pré-requisitos devem ser cumpridos pelos microempreendedores, sendo eles: faturamento limitado a R$ 81.000 por ano; não participação como sócio, administrador ou titular de outra empresa; desempenho de uma das atividades econômicas previstas no Anexo XI, da Resolução CGSN nº 140, de 2018, o qual relaciona todos os segmentos permitidos a esta modalidade.

 

Também está prevista em lei a contratação de, no máximo, um funcionário com carteira assinada. “É uma estrutura que permite que essas pessoas tenham dignidade, gerando emprego e renda ao desenvolver suas atividades. Além disso, a legalidade extingue o risco de perca de mercadoria em casos fiscalização e fortalece a cadeia produtiva local. Dentro de uma proposta de gestão que prioriza a humanização, esta é uma ferramenta importantíssima”, afirma.

 

A documentação exigida para a criação do cadastro inclui: RG, CPF, CNPJ, Título de Eleitor, Recibo da última declaração do Imposto de Renda, CEP da residência, CEP do local onde será exercida a atividade e número de celular ativo. Embora todo o procedimento possa ser feito online, Gilberto reforça que os interessados também podem procurar pela Secretaria, onde uma equipe de profissionais está preparada para repassar todas as orientações.

 

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