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07.07.2018 | 11h50

Grupo Cena Livre de Teatro lança festival em seu terceiro ano

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O Grupo Cena Livre de Teatro apresenta nos próximos dias 11 e 12 de julho o primeiro Festival de Cenas Curtas, evento realizado pelos estudantes do curso de extensão em Artes Cênicas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.

Marcus Vaillant

Leosan Sampaio (esquerda)

Segundo o coordenador e orientador do grupo, Leosan Sampaio, o festival representa a consolidação dos alunos que, nos últimos seis meses, trabalharam muito em oficinas e ensaios. “É a consolidação das oficinas, das pesquisas. A gente está mostrando todo o investimento feito em termos de pesquisa e ensaios e até mesmo investimentos financeiros, porque estamos falando de instituições públicas”, pontuou.

O Festival de Cenas Curtas é uma amostra do material desenvolvido e pensado de maneira livre pelos 65 alunos do curso no 1º semestre. Serão 14 esquetes, com aproximadamente 15 minutos, que abordarão assuntos como distopia, comédias, política, drama, monólogos e até musicais.

“O Cena Livre nasceu do anseio de ter uma formação permanente de formar não só atores, mas também plateia, porque ao se fazer um curso de teatro ou ao fazer qualquer modalidade de arte, você vira um consumidor.”, assim definiu Leosan ao ser questionado sobre o que o motivou a criar um grupo de teatro na capital.

Arquivo Pessoal

Mesmo com um celeiro grande e rico culturalmente, Segundo Leosan, as universidades cuiabanas ainda estão distantes do movimento teatral mato-grossense. Até mesmo ter um espaço pequeno para ensaios torna-se difícil, visto que poucas instituições disponibilizam.

Ainda sobre o projeto, o Cena Livre de Teatro é um grupo de extensão que já dura três anos na UFMT. Inicialmente contava com 15 alunos. Hoje são cerca de 65. Todos os nomes são escolhidos criteriosamente após processos densos de exame. Na última seleção, em abril de 2018, foram mais de 300 inscritos.

Por ser um curso de extensão, ele acontece dentro da universidade através de prerrogativas institucionais, isto é, além do ensino tradicional. Pela classificação, o Cena Livre é um grupo amador, sem fins lucrativos.

“Não temos um investimento suntuoso, o que acontece é apenas um investimento do trabalho. Nós temos três bolsistas e um espaço para ensaiar, que é o centro cultural da UFMT, onde nos encontramos todos os sábados. Não fizemos ainda nenhuma parceria institucional fora da universidade por ainda não termos um produto”, afirma Leosan.

Arquivo Pessoal

O Festival de Cenas Curtas é uma parte do produto em desenvolvimento, mas ainda não é o todo. Em outubro, eles devem passar a comercializar o espetáculo, que será o produto final, intitulado ‘Festival Integrado de Artes Cênicas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)’, que contará com grupos do estado, com peças feitas no interior.

"Cria" de Gilberto Nasser (fundador do Grupo de Teatro Ânima), Leosan afirma se sentir feliz em ser um dos pioneiros em levar o teatro para a universidade. “A universidade já teve um histórico de teatro, mas hoje o Cena Livre toma essa frente”. Ele ressalta que tudo só foi possível por conta dos anseios dos próprios estudantes. “Muitos mais que sermos pioneiros, são os alunos quem são pioneiros”, diz entusiasmado.

Lucas Lemos, dramaturgo e ator do grupo de extensão, acabou surpreendido pelo projeto. Bastou apenas uma oficina para se apaixonar. De Juína (distante a 720 km da Capital), Lucas veio para Cuiabá após ser aprovado no curso de Letras da UFMT. No curso, ele começou como ator, porém a própria oficina o deu bagagem para começar a escrever. A familiaridade com a escrita também facilitou muito este processo. Lucas é o responsável pelo monólogo Factóide, espetáculo do grupo de 2017 com colaboração de Marcella Gaioto.

Marcus Vaillant

“Quando eu fui na aula, que era no centro cultural, eu gostei, e eu percebi que gostei. E foi meio que um oásis em meio ao cientificismo da faculdade. E o mais importante para mim é isto: a faculdade vai além da extensão que o currículo propõe dentro do curso. Tive um respiro do próprio curso, e para mim, que quero escrever, acabou melhor”, afirma.

Para este ano, Lucas conta que a ideia é reforçar o monólogo a fim de capitalizá-lo, bem como apresentá-lo fora dos muros da universidade.

“Eu não daria conta de formar estes alunos sozinhos, a gente tem um grupo de colegas que nos ajudam, como a Cia Solta de Teatro, o ator Eduardo Buttaka, Grupo Levante em Cena e Parágrafo Cerrado, site especializado em crítica teatral. Não podemos esquecer também de Maurício Ricardo, além do Teatro Fúria e Leite de Pedra, todos que nos atendem de forma voluntária porque realmente acreditam no nosso projeto”, finaliza Leosan.

O festival, nos dias 11 e 12 de julho, começa a partir das 19h30, no Teatro Universitário da UFMT. Os ingressos podem ser trocados por 1 litro de leite. Tudo que for arrecadado será doado para instituições filantrópicas, como o Abrigo Bom Jesus e a Sociedade dos Vicentinos.

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