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09.07.2020 | 08h44

A fragilidade dos Idosos diante da covid-19

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Luiz Gustavo Marques

Divulgação

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Mas porque os idosos são mais vulneráveis? Após os 59 anos com o envelhecimento natural do organismo o sistema imunológico sofre alterações e demora mais para eliminar as células infectadas e transmitir os “sinais de alerta” para acionar os mecanismos de resposta imune.

 

Dessa forma o vírus consegue se espalhar antes que as defesas do organismo consigam agir, aumentando as chances de agravamento dos sintomas que podem levar o paciente a morte.

 

Outro agravante é que muitos idosos são portadores de comorbidades como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas, pulmonares, renais e neurológicas ou câncer, o que aumenta ainda mais os riscos de complicações por já terem uma inflamação sistêmica.

 

Entre os muitos estudos o que se sabe até agora é que a hidroxicloroquina não teria eficácia na prevenção do COVID-19. Mas, medicamentos como Dexametasona e Remdesivir em pacientes hospitalizados estão mostrando bons resultados como um novo antiviral, têm benefício clínico em pacientes com COVID-19, embora as evidências para esses agentes ainda serem preliminares.

 

Há ainda várias vacinas que estão sendo testadas pelo mundo. E até que alguma de fato comece a ter eficácia, a recomendação é que idosos fiquem em isolamento social e evitem contato com faixas etárias que não estão fazendo isolamento e nem usando máscaras ou tomando os devidos contatos como lavar as mãos, usar álcool gel e ainda evitar contato físico.

 

Não sabemos quem está contaminado. Hoje há muitos infectados assintomáticos.

 

Por isso praticar o distanciamento social, ficando em casa o máximo possível e mantendo dois metros (dois pés) de distância dos outros quando eles têm que sair de casa. Aqueles que tiveram contato próximo com um paciente com suspeita ou confirmação de COVID-19 deve ficar em:

 

●Auto-quarentena em casa por 14 dias após a última exposição, com manutenção de pelo menos seis pés (dois metros) dos outros em todos os momentos.

 

●Evitar o contato com indivíduos com alto risco de doença grave (a menos que sejam membros da família com a mesma exposição).

 

●Verificações de temperatura duas vezes ao dia com monitoramento de febre, tosse ou dispnéia. Se eles desenvolverem manifestações clínicas, devem continuar em casa longe de outros membros da família e contatar seus médicos.

Lembre-se desde 30 de janeiro de 2020, a OMS declarou o surto de COVID-19 uma emergência de saúde pública de interesse internacional e, em março de 2020, começou a caracterizá-lo como uma pandemia.

 

O único jeito de se combater a disseminação do coronavírus é ficar em isolamento social e distanciamento físico. E se a população não se comprometer a fazer seu papel muitas pessoas vão morrer e não serão só idosos.

 

Luiz Gustavo Castro Marques  é médico geriatra.

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