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18.06.2020 | 10h22

Alimentação e menopausa

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Camila Delgado

Divulgação

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A menopausa pode surgir de forma silenciosa e para algumas mulheres até se tornar normal a mudança, passarem despercebidas. Porém, esquecemdas consequências nocivas em longo prazo, que atingem a qualidade de vida, autoestima e, principalmente, a saúde.


No sexo feminino, a fase transitória entre o período reprodutivo e o não reprodutivo, com início por volta dos 40 anos, denomina-se climatério. A menopausa, por sua vez, é caracterizada pela interrupção espontânea da menstruação, e, geralmente, ocorre a partir dos 45 anos. Ambas as fases são caracterizadas por alterações funcionais, morfológicas e hormonais, as quais desencadeiam diversos sintomas vasomotores, psicológicos e urogenitais.


Entre os principais sinais dessas fases estão fogachos, insônia, irritabilidade, diminuição da libido e redistribuição de gordura corporal. As mulheres ainda apresentarem dúvidas e inquietações acerca das mudanças que ocorrem no organismo nessa fase fisiológica e há dos poucos estudos científicos que relacionem as questões nutricionais e de autoimagem corporal, apesar delas serem muito ligadas.


Os sintomas menopausais são decorrentes da diminuição na produção dos hormônios sexuais, principalmente do estrogênio, responsável pela indução da proliferação celular e das características femininas. Além da deficiência estrogênica, o estilo de vida, os hábitos alimentares inadequados e o sedentarismo constituem fatores de risco às doenças oportunistas, aumento do ganho de peso e intensificação dos sintomas climatéricos. Em relação aos hábitos alimentares, a maioria dos estudos realizados nesse público relata inadequação na qualidade e na quantidade de nutrientes, com alto consumo de proteínas e lipídios.

 

A menopausa esta associada a alguns distúrbios metabólicos e cardíacos como a doença arterial coronariana, outro fator sinalizado nessa fase é a fragilidade da saúde óssea. 86% das mulheres com osteopenia e 84,8% com osteoporose apresentaram baixa ingestão de cálcio através de produtos lácteos, ausência de terapia de reposição hormonal, não-exposição ao sol, consumo de bebidas alcoólicas na juventude, consumo atual inadequado de cálcio, ausência de atividade física atual, história familiar de osteoporose, ausência de atividade física na juventude, tabagismo e consumo atual de bebidas alcoólicas.


É observado também consumo insuficiente das vitaminas A, C e D, e dos nutrientes ferro e cálcio, o qual teve o maior déficit de ingestão. Grande parte desse público apresenta, segundo pesquisas, estado nutricional de sobrepeso ou obesidade.

 

Encontrou-se também alta prevalência de insatisfação com a imagem corporal, a qual parece ter relação positiva com sintomatologia depressiva e com índice de massa corporal alterado. Quanto às doenças associadas ao climatério e à menopausa, o hipoestrogenismo nas mulheres está associado ao desenvolvimento de doenças como obesidade, doenças cardiovasculares e psiquiátricas, diabetes, e osteopenia/osteoporose, que são as de maior prevalência. Dessa forma, torna-se imprescindível uma intervenção de reeducação alimentar nesta fase, objetivando melhorar a qualidade de vida dessas mulheres.

 

Não é um assunto fácil e simples de tratar. É necessário o apoio da família para compreender e sustentar os desafios dessa fase tão difícil. É importante, nós profissionais, descrevermos de forma minuciosa, aproveitando desses meios de comunicação para alertar que a menopausa pode agir de forma diferente em cada mulher, apresentando, inclusive, depressão, justamente por muitas delas s desconhecerem os sintomas ou não entenderem as mudanças.

 

*Camila Delgado é nutricionista com especialidade em nutrição esportiva e compartilha muitos conteúdos sobre alimentação, exercícios e estilo de vida nas redes sociais. Contato: @camiladelgadonutri

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