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21.05.2020 | 08h40

Ambientes adaptados para o isolamento

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Estela Takase

Divulgação

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Com a necessidade de isolamento social por conta da pandemia de covid-19, a permanência das pessoas em suas casas aumentou significativamente. Com isso, é normal que você tenha começado a reparar em coisas que não notava antes, não é mesmo?

 

O que talvez não saiba é que muito do design das residências de hoje surgiu para atender às medidas de saúde que precisaram ser tomadas ao longo da história e que agora precisam se reinventar. Tais alterações, ocasionam novas necessidades para adaptação de espaço e consumo. Posso citar alguns exemplos de ambientes que estão se moldando durante a epidemia, como por exemplo:


Home office

Relacionado à forte migração para o sistema online, as pessoas começaram a produzir de casa o que antes faziam de um escritório em outro local. Com isso, sentindo a necessidade de também usufruírem de um espaço confortável e funcional.Espaços esses que podem ser melhorados em alguns aspectos, como: uma composição harmônica de formas e cores, a escolha certa do mobiliário, o aproveitamento de luz natural, a incidência de iluminação artificial correta, ventilação cruzada no ambiente para não depender somente do ar condicionado, entre outros itens.


Lavabo e hall de entrada

Após as recomendações de medidas sanitárias, a higienização ao chegar em casa tem sido fundamental para não a proliferação de vírus e bactérias trazidas da rua. Isso vem desde a década de 70 e 80, quando os lavabos surgiram para facilitar a higienização das mãos daqueles que estavam adentrando na casa ou que até mesmo estavam compartilhando do espaço social.Já por sua vez, o hall de entrada tem sido um grande aliado na triagem dos objetos que possam estar contaminados. Móveis como sapateiras e aparadores têm auxiliado para a organização e a pré-limpeza desses pertences. 


Brinquedoteca 

A ausência das aulas escolares presenciais e o fechamento de parques têm feito com que as crianças passem um maior tempo em casa, demandando mais atividades que os entretenham, locais onde possam brincar com liberdade e segurança e ainda consigam manter a organização.Quando não se tem um lugar apropriado, sugerimos que otimize o mobiliário, buscando deixar os ambientes mais amplos e com boa circulação, além de ser de suma importância evitar móveis com quinas e ponte agudos. Você também pode oferecer à criança um espaço delimitado por piso emborrachado e mesa de atividades ergonomicamente correta à idade dela. Os armários, baús e nichos auxiliam na organização e independência dos pequenos.


Espaço para práticas de exercícios físicos

Apesar do fechamento de academias de ginástica, a prática de exercícios é um dos destaques entre as novas recomendações. Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), a prática regular de exercícios físicos está associada a uma melhora na função imunológica. Além do que pessoas fisicamente ativas têm menores chances de apresentar patologias crônicas degenerativas que levem seus portadores se enquadrarem em perfis de risco para infecção pelo coronavírus.Independente da atividade a ser realizada, o ambiente precisa ser ventilado e bem iluminado, seja de maneira natural ou artificial.Recomenda-se um lugar afastado das áreas de maior fluxo de residentes para que não haja interferência de barulho e circulação. Podendo incluir estímulos visuais, como uma vista bonita ou aparelhos de TV e rádio que incentive e entusiasme o praticante. 


Integração com o externo

As varandas e jardins foram para muitos a única forma de comunicação com o exterior. O cultivo de plantas está sendo uma das distrações nesse período, podendo ajudar nesse processo de forma terapêutica, harmonizando e levando equilíbrio ao ambiente, além de também poder servir como alimento, no caso do cultivo de temperos e hortaliças.As plantas podem ser cultivadas diretamente no chão em terra fértil, em vasos, floreiras ou até mesmo suspensas. Sob sol pleno, meia sombra ou sombra, desde que respeitada sua espécie. 


Agora responda com sinceridade, de 0 a 10, quanto você se identifica com sua casa e quanto está satisfeito nesse momento?
Com base nesse dilema, cabe a arquitetura e ao design de interiores ressignificar o morar, buscando projetar espaços mais saudáveis, sustentáveis e conectados com o externo de maneira segura.


*Estela Takase é arquiteta com especialidade em ambientação de espaço e design de interiores. Compartilha conteúdos sobre arquitetura e designer de interiores nas redes sociais @arq.estelatakase

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