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21.05.2020 | 09h47

Bolsonaro e o varejo

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Alfredo da Mota Menezes

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O presidente Bolsonaro vem pautando o Brasil com coisas estranhas e pequenas. Ele é craque em assuntos do varejo. Quase todos os dias, naquelas improvisadas falas com apoiadores ou em outro lugar, aparece uma estória.

 

Fazer churrasco, ataca alguém, esculhamba a imprensa, puxa a questão de gênero, não entrega ou entrega exame da Covid, falou ou deixou de falar isso ou aquilo com o Moro, a paciência acabou, cloroquina, tubaína, Adélio Bispo, ganhei a eleição no primeiro turno e por aí vai.

 

Ao enveredar por aí, puxa o debate para assuntos que ele se dá bem e usa respostas atravessadas ou tenta fazer muxoxo dos casos e interpretações.

 

Alguém já ouviu o presidente falar, ali naquele cercado ou até mesmo em outros lugares, dos grandes problemas nacionais? Não somente agora na pandemia, que é um momento diferente, mas em outros. Bolsonaro já está no governo por quase 18 meses.

 

Ele falou como tentar resolver a crescente desindustrialização do país? Um setor que era cerca de 30% do PIB e hoje beira uns 14%. Falou em como minorar ou resolver a questão do saneamento básico no país? Que seu governo tem um plano nesse sentido? Falou sobre a enorme desigualdade social que aflorou ainda mais agora na pandemia? Sobre a deficiente logística de transporte do país que afeta a economia como um todo? Ou ainda da crescente violência nos centros urbanos? Abrir a economia para a competição numa integração econômica com a União Europeia ou não?

 

Nada disso existe no dicionário cotidiano do nosso presidente. As falas são provocativas e de assuntos menores. Quando saiu o PIB de 2019 ele usou um palhaço para ironizar não se sabe lá o que. Ele cria assuntos e acredita. Tem hora que parece mitomania.

 

A classe política também está sendo levada a discutir aquilo que o Bolsonaro pauta o Brasil. Respondendo coisas do cotidiano criadas pelo presidente.

 

Por que o governador paulista, não agora na pandemia, não fez grande encontro em São Paulo para discutir sobre a desindustrialização do país? Por que o do Rio não provoca discussões sobre a violência nos grandes centros urbanos? E levar até o general Braga Neto para falar da tentativa que teve em acalmar esse assunto no Rio e não deu certo. Por que os governadores do Nordeste não criam uma discussão sobre a dramática situação social daquele pedaço do Brasil?

 

Em todos esses encontros se pediria a presença do presidente. Se fosse teria que dizer o que seu governo pretende fazer em cada caso. Se não fosse estaria aberto para tiroteio em cima dele.

 

A verdade é que o presidente em todos esses meses de governo vem pautando o Brasil em assuntos que, em sua grande maioria, apenas desvia a atenção do verdadeiro Brasil e seus problemas. E estamos todos lendo essa errada cartilha do momento nacional.

 

Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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