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16.05.2019 | 09h17

Condução do Homem ao Infinito

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Paulo Fonseca

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Em pleno século XXI a humanidade ainda enfrenta o tabu da morte, muito embora a ciência, em especial a física quântica, que desvendou um novo e extraordinário panorama na realidade fenomênica do microscosmo, se posicionando no sentido de que, em síntese, somos todos energia, amplie os paradigmas existenciais.

 

Assim, não só levando em conta minhas convicções religiosas, mas objetivando contribuir para eventuais reflexões individuais sobre o tema reapresento uma antiga crônica “Hora Bendita”, já publicada em junho de 2013, em que, muito singelamente, falamos sobre o fenômeno morte. É seguinte o texto: 

 

“Dentre as inúmeras incertezas da vida, temos uma certeza, a de que um dia o corpo físico, abrigo do espírito durante a estada material, morrerá. 

 

Apesar dessa ser a única certeza da vida, por vezes, isso é algo que causa medo às pessoas, sobretudo, em razão do desconhecimento daquilo que estará por vir. Para muitos, a morte é um grande desconhecido. 

 

Esquecem-se as pessoas, porém, que tudo na natureza tem seu ciclo e que em relação ao ser humano isso não é diferente. 

 

Mas, é preciso ter em mente que a morte do corpo físico, que perde vitalidade com o desprendimento do fluído perispiritual, não é o fim. 

 

Santo Agostino, uma das figuras mais importantes do cristianismo, disse em oração que: ‘A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho. (...) Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. (...) Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho (...)’. 

 

Embora a extinção da vida orgânica acarrete a morte do corpo, porque há a separação da alma e como consequência o rompimento do laço fluídico que a une a matéria, a verdadeira essência de cada qual, que é o espírito, agora liberto das amarras, segue sua caminhada. 

 

No livro ‘No Mundo Maior’, André Luiz diz que: ‘Depois da morte física, o que há de mais surpreendente para nós é o reencontro da vida. Aqui aprendemos que o organismo perispirítico que nos condiciona em matéria mais leve e mais plástica, após o sepulcro, é fruto igualmente do processo evolutivo’. 

 

O que é a morte para nós, para a espiritualidade é um renascimento, porque tendo cumprido sua jornada na escala evolutiva, o espírito se liberta para a verdadeira vida. 

 

Emmanuel, no livro ‘Os Missionários da Luz’, também nos ensinou que  ‘a morte física não é o fim. É pura mudança de capítulo no livro da evolução e do aperfeiçoamento. Ao seu influxo, ninguém deve esperar soluções finais e definitivas, quando sabemos que cem anos de atividades no mundo representam uma fração relativamente curta de tempo para qualquer edificação na vida eterna’.

 

Por isso, vive bem a vida material, procurando colocar em prática os ensinamentos e exemplos de Jesus, para que na hora bendita, ‘do outro lado do Caminho’, sua jornada siga em ascensão”.

 

Que a religião e a ciência possam seguir em consonância ajudando na condução do homem ao infinito.                    

 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca é  vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Arnaldo de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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