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19.09.2019 | 10h11

Demografia e renda

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Juarez Alvarenga

Divulgação

O processo evolutivo demográfico humano tem nos apresentadas várias nuanças.          

 

No Brasil, entramos no período de estabilização e daqui, para frente, começa os primeiros déficits de nascimento.            Analisando, classe por classe chegamos as seguintes conclusões: no topo da sociedade está nascendo menos gente, favorecendo a conservação do patrimônio e concentração de renda, concomitantemente, a manutenção do poder por gerações e gerações.           

 

Na classe pobre, apesar da diminuição acentuada, ainda existem valores substanciais  de nascimentos. Tornando a pobreza vitaliza e encurtamento em demasia do capital a diminuição substancial de patrimônio.            

 

Como dizia Machado de Assis "não vou deixar o legado de minha pobreza para ninguém".

 

Na classe média, as famílias estão perdendo a gordura de riquezas, para passar a gerações futuras, ficando a classe desprotegidas.           

 

Na  atualidade, sem musculatura patrimonial, a classe média apenas sobrevive, sem reservas. No futuro nem mesmo isso conseguirá, Existe a meritocracia, para amenizar a deterioração do patrimônio da classe média. Mas, a meritocracia não é instrumento ideal da construção de patrimônios, e, sim de manutenção de status e não de acumulação de riquezas.      

 

No topo da pirâmide  vemos uma situação confortável de seus membros. Mostra que o ciclo será longuíssimo e dentro da normalidade o poder econômico vitalício.           

 

Na classe média, com seu achatamento será vitima do sistema mundial econômico.            

 

A antiga aristocracia rural, com as dadivas patrimoniais, tinha gordura até excessiva, para queimar de riquezas,  perpetuando varias gerações. Hoje, sobrevive com dificuldades e sem gordura para queimar.  Terá que mudar de instrumento de sobrevivência sem preparar. Para isto, na atualidade terão obstáculos quase intransponíveis nas novas décadas deste novo milênio. Não quer dizer, que o patrimônio herdado de gerações passadas, agora findáveis faz toda a classe passar, automaticamente, para meritocracia.  A transformação não é momentânea e nem imediata, depende dos requisitos de dadivas naturais  superiores.            

 

O mundo tende a encolher demograficamente. Mas, a concentração do poder, sem mudanças abruptas, terá vida pelos menos, nestes cinquenta anos vindouros.            

 

Estamos na era das exceções. Apesar do sistema democrático, a plutocracia terá saudável e longa existência.            

 

A macroeconomia favorece a multiplicação de capitais. O poder econômico é a perola intocável, que mais valoriza o sistema, onde atraem como um imã, o poder politico e vivencial.            

 

A concentração de três poderes no topo da sociedade, criará um macro poder que invadirá gerações, mantendo o ciclo fechado por séculos.

 

Juarez Alvarenga é advogado e escritor. 

 

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