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04.12.2019 | 09h52

Dia do Perito Criminal

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Antônio Magalhães

Divulgação

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Uma menina de 11 anos deu entrada em um hospital particular em estado grave, na noite de 16 de junho deste ano. Infelizmente, ela não resistiu. Na data de 25 de agosto de 2016, em Cuiabá, um menino de 2 anos faleceu depois de ingerir uma caixinha de achocolatado que o pai comprou na rua. Uso esses dois casos que, embora distantes entre si, tem algo em comum: o mistério da causa da morte de ambas foi desvendado por exames realizados por peritos criminais daqui de Mato Grosso. Ambas foram envenenadas.  

 

Hoje, 4 de dezembro, se comemora o Dia do Perito Criminal. Neste momento, 269 desses profissionais estão trabalhando em nosso Estado, nas mais diversas áreas buscando respostas definitivas à nossa sociedade, como nesses dois casos que citei. Do tráfico de drogas, aos crimes contra a vida, patrimônio, falsidade, corrupção, etc...   

 

A sociedade precisa apoiar e cobrar que o trabalho da perícia criminal esteja sempre no mais alto padrão técnico, já que muitas vezes é o laudo pericial que convence o juiz sobre quem é culpado ou inocente. Imagina ser acusado injustamente de algo? Mesmo algo não intencional, como um acidente de trânsito. É possível que a verdade dos fatos esteja nas mãos de um perito criminal. E é por isso que a perícia precisa estar o mais perto possível da perfeição.   

 

Aqui em Mato Grosso, há quase 30 anos os peritos fizeram uma escolha em nome dessa perfeição. Foram pelo caminho da autonomia e é fácil entender o porquê. Hoje a Politec tem orçamento próprio. É difícil convencer a polícia, que já tem dificuldades enormes em termos de investimento, que ao invés de investir em modernização do armamento e viaturas, precisa comprar uma máquina de cortar papel em pedacinhos pequenos pra agilizar os exames de DNA. Que ao invés de reformar uma delegacia em situação precária, precisa bancar equipamento para manter uma sala à temperatura de 10 graus, onde não fica ninguém, só meia dúzia de aparelhos que custam milhões. Hoje a Politec tem isso e é assim que ela dá as respostas aos crimes que nós já falamos há pouco.  

 

No entanto, os peritos criminais, que abraçaram essa autonomia em nome de um serviço melhor para os mato-grossenses, estão agora em desvantagem. Perderam o porte de arma e estão ficando fora da aposentadoria da segurança pública, embora trabalhem lado a lado com os policiais, entretanto, ainda assim se mantém firmes.  

 

Em homenagem ao Dia do Perito Criminal, parabenizo a todos os servidores públicos da carreira e chamo a sociedade para apoiar essa categoria que presta tão relevante serviço à justiça.  

 

Antônio Magalhães é médico e presidente do Sindicato Oficial dos Peritos Criminais de Mato Grosso

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