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16.08.2019 | 10h18

Educação à distância e o futuro

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José Pio Martins

Divulgação

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A sala de aula é um ambiente de ensino-aprendizagem eficiente e tem sido ao longo dos séculos o local mais importante para o desenvolvimento educacional. A sala de aula pode ser chamada de “primeiro ambiente de aprendizagem”. Essa denominação decorre de que, com o surgimento das tecnologias da comunicação, da informação, da computação, da telefonia móvel, da Internet e, agora, da inteligência artificial, surge um “segundo ambiente de aprendizagem”, que está permitindo a explosão, com eficiência, das ferramentas de educação à distância.

 

A existência desses dois ambientes recomenda entender o processo de ensino-aprendizagem em pelos menos três momentos: antes da aula, durante a aula e após a aula. Nesse novo contexto, o agente mais importante do processo educacional é o estudante. O pesquisador, o professor, o produtor de conteúdos e os instrutores continuam com seu relevante papel e serão sempre indispensáveis. Entretanto, as ferramentas e os recursos à disposição do estudante são tantos e de tal ordem sofisticados que as possibilidades de estudo e aprendizagem se multiplicam e se diversificam.

 

No segundo ambiente, o professor e o produtor de conteúdos continuam com sua tarefa de preparar as aulas e as orientações no momento “antes da aula”. O que muda é o formato, o material e o estilo de explicação. Os meios não se limitam a textos e imagens em papel, mas se estendem a vídeos, filmes e um elenco de instrumentos tecnológicos de exposição de texto, som, imagem, interações, conexões e intercâmbio. Os materiais e as fontes de conteúdo não se limitam mais a apenas o que está em si mesmos, mas fazem interface com uma rede de links, referências e remissões.

 

Quando o momento “antes da aula” é bem desenvolvido e de qualidade, o momento “durante a aula” muda, é decidido a executado pelo estudante, torna-se diversificado, logo, mais bem-aproveitado. O mais importante com a revolução das tecnologias sofisticadas está na educação à distância (EaD), ou seja, o formato em que o estudante pode estar em um lugar e o professor em outro, podem estar disponíveis em horários diferentes e sem a dependência de horário e local físico fixo.

 

A EaD não é uma panaceia para todos os males da educação, mas é uma solução disruptiva, a mais importante produzida nos últimos séculos, pelo elenco extenso e sofisticado de soluções para o processo de ensinar e aprender, em especial a já citada eliminação da necessidade de contato físico entre aluno e professor. O resultado mais expressivo é a possibilidade de uma mesma aula, expositiva, gravada e disponibilizada em meios eletrônicos e ambientes virtuais, poder ser assistida por milhões de alunos, vista, repetida e multiplicada quase indefinidamente.

 

O que a EaD faz é eliminar barreiras e restrições ao processo de ensinar e aprender, como a já mencionada distância entre professor e aluno, e mais: a EaD não abandona nem dispensa o contato físico e o relacionamento entre estudantes, especialmente na aquisição de habilidades que dependem de aulas práticas em máquinas e laboratórios. A EaD incorpora os elementos da aula presencial, não concorre com eles nem desfaz de sua imensa importância, e se soma aos métodos a atividades da sala de aula.

 

Talvez o aspecto mais essencial neste cenário novo seja entender que a EaD não destrói o que funcionou até hoje centrado na sala de aula, mas acrescenta um leque de possibilidades e métodos tão grande que amplia as opções de escolha para ensinar e aprender. E quanto mais a tecnologia vai criando novos recursos e novas ferramentas, mais as opções do EaD crescem e se expandem. Não se trata de isso “ou” aquilo, mas de isso “e” aquilo. A EaD veio para ficar.

 

José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo.

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