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29.06.2020 | 11h35

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Jairo Pitolé

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Enquanto a pandemia do novo coronavírus recrudesce aqui no Brasil, e no mundo, vou cumprindo meu isolamento social, trabalhando remotamente, saindo à rua estritamente para o necessário, especialmente para as compras semanais. Afinal, faço parte do grupo de risco e diz a prudência que não se deve dar chance ao azar.    

 

Enquanto cumpro o isolamento social e trabalho remotamente, tento evitar o sedentarismo, me exercitando, fazendo tarefas lúdicas como aguar as plantas ou cumprindo as caseiras, porque as louças não podem esperar. Diz um amigo, que, enquanto houver vida, elas estarão a nossa espera para serem lavadas.  

 

Neste meio tempo, leio os jornais, sites noticiosos e assisto tv. E me assusto com as imagens expostas na tela ou nas páginas impressas. Apesar dos recordes após recordes de casos e mortes, elas nos mostram multidões nas ruas, aglomeradas, com máscaras penduradas nos pescoços ou tampando queixos (exceto cobrindo os narizes e as bocas, como deveriam).   Estímulos e facilidades não faltam para não evitá-las. Desde medidas tomadas (ou não tomadas) à negação da doença. Embora os exemplos venham sendo repetidos desde o início da pandemia, dois mais recentes são bastante emblemáticos.  

 

Como o tenista sérvio Novak Djokovic, número um do mundo, criticado por promover um torneio, sem prever distanciamento entre atletas e permitir a presença de público, num momento em que as competições esportivas retornaram com portões fechados. (Para contornar a “solidão” dos estádios sem torcedores, tanto a Premier League [inglesa] quanto La Liga [espanhola] criaram a torcida virtual. A cada bela jogada ou gol, há sempre aplausos, ou vaias, quando a bola fica quadrada).  

 

Dojokovic pediu desculpas por sua atitude, mas acabou, ao lado de outros tenistas,  sendo infectado pelo novo coronavírus.  

 

O outro é do próprio presidente da República, que ao se recusar a usar máscaras em locais públicos provocou a Justiça a obrigá-lo a fazê-lo e, apesar disso, recorreu por meio da Advocacia Geral da União para continuar não usando.   Enquanto isso, a parte desinformada da população (a sua grande maioria) patina para um lado e para o outro sem saber em quem confiar. Muitos, os fundamentalistas, preferem se refugiar na crença e credita tudo ao destino. Como se tudo estivesse predeterminado e predestinado.        

 

Enquanto isso, a pandemia recrudesce e o rastro da morte é cada vez maior.        

 

 

Jairo Pitolé é jornalista em Cuiabá. 

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