02.01.2026 | 10h03
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Com o final do ano, é natural que as pessoas passem a refletir sobre o que foi feito dos 365 dias que se encerram e comecem a planejar o tempo que se aproxima. Esse movimento interior marca um fechamento de ciclo e o início de outro, carregado de expectativas e possibilidades.
Este é o momento da faxina espiritual. Um tempo propício para compreender que a passagem por esta vida é rápida, mas longa o suficiente para assumirmos nossos erros, especialmente quando não houve arrependimento nem perdão. É hora de repensar a falta de tolerância com aqueles que caminham próximos de nós, pois muitas situações poderiam ser resolvidas com um simples abraço ou um sincero pedido de desculpas.
Também é tempo de rever atitudes:
Será que não nos tornamos excessivamente individualistas?
Será que não estamos, muitas vezes, simulando comportamentos falsos ou agressivos apenas para obter vantagem sobre pessoas humildes?
Será mesmo necessário viver aprisionado à obsessão de ser o melhor, de buscar uma perfeição que não existe?
O essencial está em administrar bem nossas ações, para não deixarmos escapar a felicidade que nasce dos pequenos gestos — como ajudar alguém e receber, em troca, um simples e verdadeiro “muito obrigado”.
Infelizmente, muitos têm deixado de lado a relação fraternal e o amor ao próximo. Em seu lugar, surgem a discriminação e os julgamentos constantes. Somos classificados o tempo todo: pela condição financeira, intelectual, estética, pela fama ou por qualquer outro critério social. Julgar pela aparência empobrece a inteligência, endurece o coração e gera discriminação, causando dor, exclusão e, muitas vezes, lágrimas silenciosas. Assim, sem perceber, podemos estar alimentando injustiças, distorcendo direitos e contribuindo para a violação da dignidade humana.
A vida é breve para quem sabe aproveitar cada minuto e longa demais para quem perdeu o prazer da conquista. Sua transitoriedade deveria nos impulsionar à sabedoria e a dar um sentido mais profundo e humano à existência.
Quando vivemos apenas movidos pela vaidade de ser o primeiro, o melhor ou o mais importante, acabamos trilhando o caminho da insignificância, passando a enxergar as pessoas apenas sob a ótica dos interesses. Nesse percurso, o tédio se torna companheiro e a angústia, presença constante.
Pense nisso.
Que o novo ano seja um convite à consciência, à empatia e à renovação interior.
Desejo a você um Feliz Ano Novo.
Wilson Carlos Fuah é escritor, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com
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