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23.03.2020 | 10h58

Fiquemos em casa e esqueçamos as barreiras ideológicas e os preconceitos

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Glaucia Amaral

João Vieira

João Vieira

São milhares de informações circulando em nossos telefones. Fontes seguras e muitas notícias falsas. Algumas dessas já pedindo serenidade, combate à ansiedade, que o próprio número gigantesco de mensagens ajuda a causar. Estamos vivendo uma Pandemia, coisa que pelos menos desde 1920 o mundo não via. Sabemos, nós brasileiros, das deficiências do nosso sistema público e privado de saúde, decorrência da nossa própria condição econômica e política.

 

Mas o que será exigido de nós, povo brasileiro, é o que sempre dizemos faltar, ao final de qualquer discussão política: educação, cultura e consciência cidadã.

 

No título está a frase: esqueçamos as barreiras ideológicas. Sou fundamentalmente democrática, acredito na necessidade de existência de partidos políticos para o verdadeiro exercício da cidadania. O que defendo é que o esforço contra a Pandemia deve ser suprapartidário.

 

Todos juntos na mesma mesa, ou melhor, todos juntos na mesma teleconferência. Ou seja, independentemente de quem esteja hoje governando e quem lhe seja oposição é a hora de trabalharmos juntos em um único plano, técnico, sincero, transparente para salvar a vida da população. Ou numa frase metafórica, vencer a guerra.

Lembrando, ao falar de guerra, que na Segunda Guerra Mundial esquerda e direita se uniram chamando-se de Exército Aliado, para vencer o inimigo comum: o nazi-facismo. Circula um texto dizendo que dormimos em um mundo e acordamos em outro, exemplificando que as portas da Disney estão fechadas.

 

De fato, dormimos em um mundo em que haviam classes sociais, para alguns havia diferença de cor da pele, havia um milionários e miseráveis, planejávamos festas, viagens, reclamávamos do trabalho, da economia, da falta de trabalho, e brigávamos no WhatsApp como se fosse véspera de eleição, em discussões infinitas inúteis e, não raro, extremamente pobres de argumentos, sobre política. A vida do outro nos afetava em certa medida e pouco nos interessava.

 

Esse não é o mundo atual, o vírus não escolhe classe social, caminha pela favela, pelo asfalto e pelo mármore dos elevadores de luxo, não enxerga a grife da roupa que você estiver usando. Ele é o inimigo comum. Muito embora, saibamos que a população já fragilizada socialmente Possui menos armas para lutar nesse momento - Recursos financeiros para enfrentar meses de problemas econômicos.

 

O vírus não respeitou fronteiras alfandegárias, não precisou se passaporte, não Fez distinção entre Oriente ou Ocidente. Pouco se importou com a colocação da economia de qualquer país no ranking das maiores economias mundiais.
O vírus só não conseguiu se alastrar nos locais que se protegeram dele com rígido controle sanitário e isolamento social.

 

Esse texto não traz uma fórmula mágica e talvez sequer uma grande inspiração, mas sim um apelo: a luta precisa ser suprapartidária, os políticos tanto do Poder Executivo quanto do Poder Legislativo têm nossas vidas (e as próprias vidas e de suas famílias) nas mãos. Esqueçam índices de aprovação popular, esqueçam eleições, estamos todos na mesma condição que é vencer a batalha contra o vírus. Que cada um assuma em completude a dignidade do cargo que ocupa.

 

Não critiquem uma política pública somente por ser de outro partido - não existe mais tempo para isso.

Não deixe de fazer uma sugestão, pois o governo é de outro, trabalhem juntos, estabeleçam uma trégua suprapartidária e fiquemos num planejamento que respeite as opiniões dos especialistas em saúde e inclua todas as classes sociais, especialmente com assistência às mais vulneráveis, trazendo a responsabilidade do sistema financeiro, ou não sobreviveremos.

 

As palavras de ordem são: colabore, construa, ajude. Respeite a crise. Respeite a vida.

 

Glaucia Amaral é procuradora do Estado de Mato Grosso

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