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17.06.2020 | 10h49

O que precisa ser feito pela Saúde em Cuiabá?

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Felipe Wellaton

Ednei Rosa

Ednei Rosa

Nesta semana Cuiabá completa três meses desde o primeiro anúncio das medidas restritivas impostas pela Prefeitura Municipal para contenção do avanço do novo coronavírus. O decreto 7.839 foi assinado no dia 16 de março e trazia em seu texto a criação do comitê de enfrentamento e demais recomendações como suspensão de eventos e de algumas atividades.   

 

De lá para cá, além das restrições de movimentação social e de atividades comerciais, o que mais a Prefeitura fez? Devemos ir além, visto que o vírus começou a circular em fevereiro no país, quais foram os investimentos autorizados pelo prefeito Emanuel Pinheiro para preparar a capital para o enfrentamento da pandemia mesmo antes dela chegar por aqui?   Não se lembra? Nem eu. É difícil vermos a corrida contra o tempo da Prefeitura agora para tentar tampar os buracos deixados em três anos de gestão. Saber que muita coisa era para ter sido feita com planejamento para que agora não precisássemos ver nossa população sem atendimento.   

 

Hoje faltam profissionais na rede de atendimento, a Prefeitura contratou poucos profissionais para atuar na linha de frente contra a Covid-19, mesmo sabendo que 1.500 servidores seriam afastados por motivos de saúde. Os 30 novos leitos de UTIs serão construídos às pressas e talvez não fiquem prontos a tempo, sendo que era preciso que pelo menos 100 novos leitos tivessem sido criados.  

 

Outro problema crônico é falta de leitos simples. Se em tempo comum o cidadão já amargava a espera por atendimento, agora essa agonia é ainda mais longa e sofrida. Nem mesmo os insumos básicos para se combater uma pandemia foram adquiridos com antecedência, como álcool em gel, luvas e máscaras.  

 

Uma iniciativa que também poderia reduzir a demanda por atendimento na ponta seria a criação de uma central de atendimento virtual, por telefone ou aplicativo, para responder as dúvidas dos cidadãos e orientá-los em caso de suspeita da doença. Isso evitaria superlotação, agilizaria o atendimento e reduziria o risco de contaminação nas unidades de saúde.   E isso que hoje aponto aqui, já vem sendo falado há muito tempo, por mim e por outros colegas da oposição. Não estamos apontando soluções só agora, são pelo menos três anos no parlamento denunciando os absurdos da saúde pública em Cuiabá e quase quatro meses alertando o Poder Executivo sobre a necessidade de adotar medidas para combater o novo coronavírus.  

 

Com pouco tempo e alta demanda, com certeza os gastos serão muito maiores do que se o prefeito tivesse se planejado e feito as aquisições e contratações antecipadamente.   

 

Agora, vamos acompanhar de perto a aplicação dos recursos para evitar que mais uma vez tirem vantagens financeiras e políticas da situação emergencial da saúde pública. Não vamos deixar passar R$ 1 sem a devida prestação de contas e conferir de perto o que está chegando até a população.

 

Felipe Wellaton é vereador por Cuiabá.

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