Publicidade

Cuiabá, Sexta-feira 18/09/2020

Colunas e artigos - A | + A

11.08.2020 | 10h49

O roto e esfarrapado

Facebook Print google plus

Jairo Pitolé

Divulgação

Divulgação

Pensava em comentar uma notícia divulgada nesta semana sobre a meia-entrada, há 80 anos em vigência para estudantes (e há menos tempo, para idosos, pessoas de baixa renda, professores, no caso de Mato Grosso, portadores de necessidades especiais, etc.), que pode ser extinta pelo Ministério da Economia, comandado pelo ultraliberal Paulo Guedes.

 

Pode ser que a proposta se concretize, e, consequentemente, gere queda na frequência desses “beneficiados” em cinemas, teatros, shows, etc. Contabilmente raciocinando, é melhor ter uma sala, com 300 lugares, cheia, mesmo com a maioria pagando apenas meia-entrada, do que com apenas 100 pessoas comprando o ingresso cheio.

 

Probabilidade bem factível, uma vez que o Brasil, mesmo ainda seja uma das 10 maiores economias mundiais, não é nenhum modelo de país com politicas voltadas à mitigação da desigualdade social (o Bolsa-Família  mal dá pra comprar produtos de primeiríssimas necessidades).

 

Mas, aí, um amigo me passou uma mensagem logo pela manhã, comentando sobre o argumento usado por (Paulo) Guedes, em um evento em Washington, após questionamento sobre a atual política ambiental brasileira. Defendeu-se, atacando: “entendemos a preocupação de vocês (norte-americanos), porque desmataram suas florestas (...) também tiveram escravidão (...) mataram seus índios (...)”.  

 

O amigo, sem papas na língua, já enviou na mensagem a sua posição sobre a fala ministerial:  “É o roto falando do esfarrapado. Tirando a escravidão, o ministro não disse, que como os EUA, o Brasil também fez tudo isso”.

 

E lista. “Veja a mata atlântica, que cobre 15% do território brasileiro em 17 estados. Só restam 12,4%. Esqueceu-se também de dizer que além de escravizar índios (papel exercidos por “nobres” bandeirantes), quando os portugueses por aqui aportaram, o Brasil eles eram três milhões de indivíduos, enquanto atualmente, desconsiderando a procriação, é inferior a um milhão. Além do “belo” tratamento dado aos negros brasileiros, cujas vidas, segundo os números da violência brasleira, nada importam”.   

 

“Tem alguns ditos populares que definem muito bem este tipo de argumento. Conheço dois: Sentar em cima do próprio rabo, para falar mal do rabo alheio” ou “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Não tive como discordar.          

 

Jairo Pitolé Sant’Ana é jornalista em Cuiabá

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Denúncias de mulheres contra agressores demoram vir à tona por conta de posição social?

Parcial

Edição digital

Sexta-feira, 18/09/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 25,40 -0,20%

Algodão R$ 97,23 -0,18%

Boi a Vista R$ 129,50 -0,29%

Soja Disponível R$ 67,70 -0,59%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2020 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.