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11.09.2019 | 11h31

Otoplastia: cirurgia plástica para evitar o bullying

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Rodrigo Bernardino

Divulgação

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Quem sofre ou já sofreu bullying por ser chamado de Dumbo, orelhão sabe o quão difícil é lidar com essa situação. Essa discriminação geralmente afeta as crianças e adolescentes, principalmente os que estão em idade escolar. Mas a orelha fora dos padrões pode ser facilmente corrigida com cirurgia plástica.

 

A infância e a adolescência, sem dúvida, são períodos bastante delicados da vida, pois neles descobrimos e desenvolvemos, de fato, nossa identidade. Por isso, precisamos estar atento aos nossos filhos e estabelecer conversas diárias a respeito de suas vivências é a melhor maneira de perceber suas angústias e seus desejos e, consequentemente, decidir em conjunto o melhor momento para realizar a cirurgia. 

 

A cirurgia que resolve esse problema é a Otoplastia, e pode corrigir um defeito na estrutura das orelhas presente desde o nascimento, que se torna aparente com o desenvolvimento. É esta cirurgia a responsável pela criação de uma forma natural, dando equilíbrio e proporção às orelhas e à face.

 

Conhecida popularmente como orelha de abano, ela pode se apresentar de várias maneiras, com graus mais ou menos intensos. A orelha normal tem uma curvatura que segue e lá em cima divide em duas cristas. Quando tem um plano só, ou seja, a bordinha da orelha não faz a curva e não acaba nas duas cristas, é uma orelha de abano. Outro caso de orelha de abano é quando ela cresce na concha e há um distanciamento da cabeça na região posterior.

 

Vale destacar que a cirurgia só pode ser realizada nas crianças a partir de sete anos de idade. Porque até os três anos, 85% da orelha ainda está em crescimento e só aos sete que está totalmente formada. 

 

Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostrou que 65% das cirurgias de correção de orelha de abano são motivadas por bullying. Cerca de 2% a 5% da população brasileira tem esse excesso de cartilagem, lembrando que não é uma deformidade, apenas uma característica hereditária. 

 

A cirurgia de otoplastia é feita com anestesia local ou geral, vai depender muito do paciente. Lembrando que o pós-operatório é tão importante quanto à cirurgia. No entanto, a cirurgia mal realizada é de difícil ou impossível correção, deste modo, a escolha do médico é fundamental para que se alcance o resultado estético e psicológico esperado.

 

Outro fato importante é que o paciente não pode praticar esportes, nem se expor ao sol, não mergulhar no mar ou piscina por um mês.

 

Rodrigo Bernardino é cirurgião plástico e membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

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