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02.07.2020 | 10h17

Pandemia na América Latina

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Alfredo da Mota Menezes

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Já são mais de dois milhões de infectados pelo coronavirus na América Latina, com mais de 100 mil mortes. O Brasil sozinho tem cerca de 60% de infectados e mortos na região. Os números variam a cada dia, mas vejamos o panorama.

 

Peru, com 32 milhões de habitantes, tem 290 mil infectados e mais de nove mil mortes. Chile, 19 milhões de habitantes, 260 infectados e 8 mil mortes. Equador, 17 milhões de habitantes com 63 mil infectados e mais de cinco mil mortes. Argentina, 44 milhões de habitantes tem 53 mil com vírus e 1.150 mortes. México, 130 milhões de habitantes, 200 mil infectados e 24 mil mortes. Com 20% do número de infectados do Brasil, o México tem quase metade das mortes daqui.

 

É interessante, num rápido paralelo, o que vem acontecendo na África. Região com 1.2 bilhões de habitantes (a América Latina tem 600 milhões) e até agora foram cerca de 300 mil infectados com 7.500 mortes. O continente teve pouco contato com países da Europa e fecharam logo as fronteiras também. Ao longo dos meses deve aumentar o número de infectados naquela parte do mundo.

 

A Cepal ou Comissão Econômica para a América Latina, órgão da ONU, com sede em Santiago, diz que a região terá mais de 200 milhões de pobres ou 30 milhões a mais que antes da pandemia. Mais de 80 milhões de latino-americanos irão para a extrema pobreza ou 16 milhões a mais. Que haverá fome na região também. A queda do PIB regional pode chegar a 8% ou a maior em um século.

 

Recente e longo artigo no jornal The New York Times sobre o coronavírus na América Latina mostra os números de mortes e infectados, os problemas de atendimento em hospitais e como funciona o sistema de saúde na área. Analisam todos aqueles detalhes do cotidiano da covid na área.

 

O artigo chama a atenção sobre Lopez Obrador, presidente do México e Jair Bolsonaro. Diz que Obrador fala que quem tem mente sadia, quem não rouba e comete delitos, não pega o coronavírus. Autoridade do governo mexicano concorda que Obrador nunca vai pegar o vírus porque é um homem puro. Imagine um norte-americano lendo coisas assim sobre dirigentes latinos.

 

Sobre Bolsonaro falam da gripezinha, que ele não usa mascara ao falar com pessoas ou grupos, que pedia uso de remédios não recomendados pela ciência e que ele não conduz o trabalho de combate ao coronavírus no Brasil. Comentários como esse no maior jornal dos EUA atrapalha qualquer tentativa de aproximação que Bolsonaro queira com o Trump.

 

Mas o jornal faz elogios a três países da região: Uruguai, Costa Rica e, acredite, Cuba. Mostrando o que cada país fez para conter a pandemia. O Uruguai, como exemplo, tem população igual à de mato Grosso e lá se tem menos de mil infectados e 27 mortes. MT tem mais de 16 mil infectados e acima de 600 mortes. 

 

Alfredo da Mota Menezes é analista político. 

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