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24.02.2020 | 16h20

Quando eu crescer

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Roberta D'Albuquerque

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Em que momento vocês decidiram que carreira seguiriam? Vocês lembram como essa decisão foi tomada? Ontem recebi uma mensagem que me deixou surpresa. Era de uma moça, que cursa agora o terceiro ano do ensino médio,  às voltas com essa dúvida. Mas não se tratava de uma dúvida passiva, "oi, como é fazer o que você faz?". Não, ela escreveu em missão de entrevista, entrevista muitíssimo bem direcionada. Elencou uma série de perguntas sobre minha formação, a rotina de trabalho, quanto podia esperar de uma remuneração, se eu considerava que ganhava mais ou menos o que a média dos colegas, e se não, por que? Se eu já tinha pensado em desistir, o que tinha de melhor e pior no meu fazer, em que momento do dia eu me sentia mais cansada, realizada, ou disposta, se os domingos me eram melancólicos ou esperançosos, se o retorno do mês de férias era desafiador, "você tira férias?", "todo ano?", "faz pausa nas festas de dezembro", "costuma tirar folga no seu aniversário?" O específico do específico, linhas e linhas de interrogações que se empilhavam num sem fim de dúvidas.  

 

Embora pareça ingênuo contar com uma única opinião acerca de uma carreira – nossa, quantas maneiras há de se levar uma profissão, não é? –, a busca por um spoiller do que será o próprio futuro é um movimento lindo. Desobediente que sou, não respondi ao questionário linha por linha, como pedia minha interlocutora. Mas, encantada com o por vir da juventude, que também sou – e em altíssimo grau, inclusive – escrevi em resposta um texto longo e sem filtros, sobre meus dias, os de ontem e os de hoje. E enviei assim de um fôlego só, sem segunda leitura, edição ou corte.   

 

Hoje quando acordei, reli meu relato e fiquei comovida. Primeiro com a coragem da menina de escrever para uma desconhecida e, no fundo, me dar um presente valiosíssimo, oferecer sua escuta. Depois, com a minha própria abertura para o outro, que – ainda bem, eu ia dizer graças a deus, mas pensei que é graças a mim mesma – continua intacta.  Talvez sejam a escuta e a abertura as duas únicas palavras que eu precisava dizer para explicar o meu fazer. Talvez tenham sido exatamente essas palavras que me fizeram apostar na psicanálise. Que bom lembrar. Boa semana queridos.  

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