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30.08.2020 | 17h39

Rodoanel: uma obra estratégica

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Wellington Fagundes

CHICO FERREIRA

CHICO FERREIRA

A capital de Mato Grosso é hoje o maior entroncamento rodoviário do Estado e desta região do país. Por Cuiabá, passam as cargas que vêm do Sul do Brasil em direção ao Norte e vice-versa, um incansável vai e vem que contribui para o desenvolvimento e aquecimento econômico do país. Do Sul, vêm grande parte dos produtos industrializados e, de cá, enviados os in natura e semielaborados que movimentam os portos e garantem o superávit da balança comercial brasileira.

 

Cidade que atrai investimentos, Cuiabá vem crescendo de forma acelerada e se apresenta como um dos lugares mais promissores para se viver no Brasil. Mas entre os resultados desse crescimento, está o caos no sistema viário da capital, com veículos de carga disputando espaço com os carros pequenos, colocando em risco à qualidade de vida desejada por todos.

É por isso que digo hoje que, depois de mais de uma década de espera, Cuiabá e Várzea Grande se preparam para receber uma das mais importantes obras de infraestrutura de transportes – o Contorno Norte, também conhecido como rodoanel. Serão 52 km de pista dupla em concreto ligando a região do Coxipó à BR-163, próximo ao Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, passando pelos distritos da Guia e Sucuri.

 

Essa obra começou a ser construída há 14 anos numa parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Inicialmente, era apenas 11 km. Mas problemas no convênio levaram à suspensão das obras.

O Dnit então resolveu fazer um novo convênio, desta vez com o governo do Estado, via Secretaria Estadual de Infraestrutura. Dinheiro depositado na conta e nada da obra sair. Foram anos de reclamações de usuários e de nós, representantes da sociedade. Falei sobre isso em muitas ocasiões. Não perdia a oportunidade de cobrar do governo do Estado que fossem feitas as adequações ao projeto e que o edital fosse lançado. Nada!! Fui ao Dnit e à Sinfra para entender quais os motivos e assim se passaram 10 anos. Faltava mesmo era vontade política do governo do Estado em tocar a obra.

 

Há cerca de dois anos, o Dnit ainda assumiu parte da obra e fez a ligação entre o distrito de Sucuri até a MT-251 (que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães). Já melhorou muito. Mas era preciso avançar mais!!!

 

Nesse vai e vem, várias adequações foram feitas até que se chegou ao projeto final. O Contorno Norte deve contar agora com 52 km de pista duplicada e em concreto, se transformando em um alento para motoristas que vêm do Sul e precisam chegar ao Norte. E vice-versa. Já para quem mora em Cuiabá, Várzea Grande e cidades da Baixada Cuiabana, a obra vai aliviar o trânsito de carretas e outros veículos de carga que passam pelo perímetro urbano, oferecendo riscos e desconforto.

Hoje, a boa notícia é que a Secretaria de Infraestrutura de Mato Grosso (Sinfra) está prestes a lançar o edital para as obras do primeiro trecho de 22 km que vão da MT-251 (que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães) à BR-163, passando pelos distritos da Guia e Sucuri. Serão investidos R$ 237 milhões (R$ 130 milhões estavam depositados na conta do governo há 10 anos!!!), incluindo a construção de uma ponte sobre o rio Cuiabá, a duplicação dos 11 km já existentes, a construção de outros 11 km e a aplicação de concreto, além de viadutos.

 

O segundo trecho, que vai da MT-251 até a saída de Cuiabá para Rondonópolis, ainda precisa de adequações orçamentários – esta é a nossa próxima luta para ver esse sonho se realizar.

 

Outro ponto positivo: o Contorno Norte vai incorporar novas áreas ao desenvolvimento urbano de Cuiabá, assim como aconteceu com a avenida Miguel Sutil (ou perimetral) na década de 1990 e com a rodovia dos Imigrantes, em Várzea Grande. Quem viu essas duas avenidas surgirem, sabe que elas estão hoje completamente inseridas ao tráfego urbano e já não cumprem o papel de desafogar o trânsito.

 

Sem dúvida, o Contorno Norte é uma obra estratégica, tanto que o governo do Estado aumentou a contrapartida de 10% para 40%. No total, os 52 km devem custar R$ 500 milhões.

 

Da minha parte, reafirmo meu compromisso em ver este sonho se concretizar e impulsionar ainda mais Cuiabá, a capital de todos nós.

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