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ENTREVISTA DA SEMANA 15.03.2020 | 12h00

'Barão de nada', Elizeu diz que sua candidatura incomoda os bacanas da política

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João Vieira

João Vieira

O deputado Elizeu Nascimento (DC) defendeu que sua candidatura ao Senado é "a cara do povo", isso porque, segundo o parlamentar, ele não é nenhum "barão", como alguns de seus concorrentes. O discurso contudente será colocado em prática a partir do dia 18 de março, quando é permitida a campanha nas ruas.

 

Em entrevista ao , Nascimento, que já foi policial militar, vereador e hoje concorre ao maior cargo legislativo brasileiro, explicou que sua bandeira será a verdade. Além disso, afirmou ser contra o abordo e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.   

 

Elizeu defendeu a candidatura de um cuiabano, já que não há nenhum representante da Capital, especialmente os bairros periféricos. “Qual benefício, quais emendas dos senadores que já passaram por lá a cidade teve?”, questionou.

 

Veja a entrevista 

- Deputado, o senhor pretende se licenciar da Assembleia Legislativa para se dedicar à candidatura? Como o senhor pretende chegar a cada canto do Estado?

A candidatura foi confirmada na quinta-feira (12) pelo partido Democracia Cristã, então, na próxima semana, assim que o registro for confirmado, vamos tomar todas as decisões necessárias sobre o mandato na Assembleia. Antes, vamos definir ainda os suplentes, que são do Partido Social Liberal (PSL). Então, são coisas que serão pensadas nos próximos dias.

 

- Então não há um nome confirmado para coordenar a campanha?

Ainda não temos. Será decidido, como eu disse, nos próximos dias. Faremos esse estudo junto com os presidentes do DC e do PSL. Temos muitas pessoas empenhadas na campanha que são do partido, mas também, pessoas com histórico dentro do movimento comunitário, que é de onde eu vim e queremos dar oportunidade. Além disso, estamos procurando pessoas de outros segmentos Logo vamos fechar tudo e colocar a campanha na rua.

 

- Qual vai ser o diferencial dessa campanha? Qual a principal bandeira?

João Vieira

Elizeu Nascimento / Entrevista / Pablo Rodrigo / Yuri Ramirez

 

Vamos abordar sempre a verdade. O abandono do Estado, como está largado, o pão e circo, taxação de pessoas, de medicamentos, de etanol, de alimentos, taxas abusivas no Detran. Sou contra e vou continuar. Também vou destacar e continuar lutando contra o projeto Cota Zero, o projeto da miséria, que agora saiu de pauta para favorecer os candidatos apadrinhados pelo governo nessa disputa.

 

Olha, esse mesmo grupo, que está há mais de 20 anos no poder, é proprietário de grande tanques de peixes e depois de eleito, pode vir arrebentando os pescadores. São manobras de bastidores. Vamos mostrar também as condições das estradas no Noroeste de Mato Grosso, o abandono de cidades como Colniza. A falta de infraestrutura e efetivo para atuação da Segurança Pública, como a Polícia Militar, onde muitas vezes só há um policial por plantão.

 

 

- Ao menos 4 candidaturas apoiam o presidente Jair Bolsonaro, e já há troca de trocas de farpas. O senhor acha pode ocorrer um pacto de não agressão?

Politicamente falando, tem grupo com pesquisa nas mãos e que sabem que o presidente tem uma aceitação muito boa no Estado. Logicamente, cada um o quer ao seu lado e fica esse confronto de bastidor, essa troca de farpas. Natural na política, como o debate.

 

Acredito que, de certa forma, favorece. Mas, me sinto privilegiado por disputar uma eleição e levando a verdade aos olhos da população. Tenho CPF e RG, com esse nome que papai me deu, com a minha imagem e propostas, não vamos alienar a sombra de ninguém.

 

Fiz minha parte ao presidente Bolsonaro e ajudei o eleger. Dos candidatos, comprovadamente, eu fui o que mais empunhei microfones em trio pedindo votos. Sabemos que dentro da política tem covardia, pessoas que trabalham de forma leviana. Tem gente que vendeu gato por lebre para o presidente.

 

Não tenho contato com ele. Trabalhei voluntário, nunca fui atrás dele, não tenho cargo e não faço questão de ir por esse tipo de coisa. O meu trabalho foi feito por acreditar nele. Não sou puxa saco para ter benefício eleitoreiro. Tem que deixar o homem trabalhar e a gente fazer o nosso aqui.

 

- Em temas debatidos em nível nacional, o senhor é contra o aborto e casamento de pessoas do mesmo sexo?

Sou contra o aborto e contra o casamento de pessoas do mesmo sexo. Veja, não sou contra o convívio. Não sou homofóbico. Cada um tem o direito de viver como quer, mas algumas questões defendo que sejam no reservado, que seja algo que possamos levar ao exemplo às crianças e outras entidades.

 

 

 

- O senhor tem origem humilde, foi vereador, chegou à Assembleia e agora está concorrendo ao posto mais alto do Legislativo brasileiro, como é para o senhor?

Eu vejo que nunca tivemos candidatos voltados aos interesses da população. Quando se lança um candidato ao senado, é um barão do agro, um barão do porto, só os barões. Quando é eleição ao Senado, acontece um ‘pari gato’, vão apertando e só sobram os bacanas, quem tem incentivos fiscais.

 

Hoje temos 12 candidatos aprovados e o desespero deles chegou e já tira o sono. Uma pessoa que saiu da periferia, de um terreno sem água, sem energia, que até hoje vive no mesmo local com os filhos, se torna líder comunitário, vereador, deputado, que é a cara da população, fica difícil de engolir mesmo. 

 

Os bacanas até tentaram, fizeram propostas para a gente recuar, mas mantivemos para dar respostas. Não são eles que mandam no Estado e sim a população, que precisam de uma proposta diferente. O mesmo grupo lança candidatos diferentes para se manter no poder. 

 

Viemos com o pé no chão, somos da periferia e vamos defender a periferia. Defender que os recursos cheguem até bairros como o Jardim Vitória, o São Matheus, Pedra 90. Que Colniza volte a ser olhada, sabemos da luta, conhecemos o sofrimento.

 

- O senhor foi vereador por dois anos, depois assumiu como deputado estadual e agora, um ano depois, se candidata ao Senado. Essa postura não pode gerar insegurança nos seus eleitores ou eles entendem a importância da representatividade no cargo mais alto? 

Com toda a certeza a população está ao nosso lado. Fui testado como vereador, fui o sétimo mais votado, entre os anos de 2017 e 2018 fui o mais atuante. Tanto é que fui eleito deputado com 21.347 votos. Isso aumenta a expectativa da população. Nós somos a cara da nossa gente, a cara do nosso povo. Representamos o povo.

 

Não nos deixamos levar por propostas de cala a boca, assinei CPI que investiga o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), mesmo com a pressão contra, abri uma CPI para investigar a Energisa, que bota a mão no bolso do povo. E é com esse intuito que a população cria expectativa e entende que, como senador, posso fazer mais e podemos fazer destinação de recursos que os senadores jamais fizeram aos bairros periféricos.  

 

Cuiabá é a maior cidade do Estado e não tem nenhum senador para representa-la. Qual benefício, quais emendas dos senadores que já passaram por lá a cidade teve? Fui um vereador, sou um deputado e vou ser um senador do povo.

 

Existem outros candidatos que já passaram por vários cargos políticos, que são apontados, que a família está na política, mas ainda assim não querem largar o osso. A juventude, a população humilde precisam saber quem são essas pessoas. 

 

Por exemplo, tem um deputado federal, Júlio Campos (Dem) que já está no Congresso, que vai concorrer ao senador, qual é a necessidade de alguém que já está lá, podendo contribuir, concorrer para um novo cargo? O segundo homem mais importante de Mato Grosso, o vice-governador – Otaviano Pivetta (PDT), que tem o desejo de ser senador, mesmo podendo contribuir muito no comando de duas secretarias estaduais que é a Educação e a Infraestrutura. Tudo isso é medo da periferia chegar o Senado e cuidar do povo carente?

 

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