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Entrevista da Semana - A | + A

Defesa e luta feminina 21.07.2019 | 11h25

Desembargadora fala de mulher, política e greve na educação

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Há 8 anos, a desembargadora Maria Erotides Kneip ocupa uma das cadeiras do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), contudo, antes disso, atuou por 19 anos como juíza na Entrância Especial. Incumbida na luta pela proteção à mulher, ela brincou durante entrevista ao : "não fala muito disso não, se não dizem que sou feminista."

 

Ela é, inclusive, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do TJ-MT (Cemulher). Em entrevista especial, ela falou sobre machismo, feminicídio, interesse de concorrer à prefeitura de Várzea Grande e cortes de pontos dos servidores da educação. 

 

"No meu entendimento os argumentos ainda não haviam se esgotado, então tanto o governo quanto os servidores ainda precisavam conversar mais e propor novas saídas", falou a desembargadora sobre as tratativas da greve da educação. Confira a entrevista na íntegra: 

 

Qual é a importância da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar, que fiscaliza se as medidas protetivas decretadas pelo Judiciário estão sendo cumpridas no Estado? 

A medida protetiva concedida pela Justiça procura ser o mais célere possível desde o momento em que a vítima solicita essa proteção especial, mas a gente quer que também tenha efetividade. Não basta que tenha sido concedido, é preciso que o agressor tenha conhecimento da concessão e que a vítima se sinta protegida com essa medida. A melhor coisa que aconteceu depois da lei Maria da Penha foi a patrulha. 

 

Ao que a senhora atribui tantos casos de feminicídio? 

É cultural. Houve no decorrer da evolução histórica um tempo em que o feminino estava extremamente diminuído. O papel feminino ficou restrito a alguns trabalhos menores e o masculino foi elevado a um patamar muito alto. O pai tinha um papel fundamental na família, enquanto a mãe vivia exclusivamente em função do pai e dos filhos e isso foi trazido também pra vida pública. Na vida política, por exemplo, tempos quantas vereadoras? Quantas deputadas estaduais? Senadoras? Prefeitas? A princípio se achava que a política não era lugar para a mulher. Porque o lugar da mulher era dentro de casa. Com todo o respeito, o lugar da mulher é onde ela quiser estar e onde ela conseguir desenvolver suas potencialidades de ser humano.

 

A senhora já sofreu algum tipo de preconceito ao longo de sua trajetória? Seja como desembargadora ou juíza. 

Eu não digo que o preconceito nunca ocorreu, mas hoje essa situação está superada pelo o que a gente está vendo acontecer. O nosso Tribunal tem 8 mulheres diante de 22 homens, é um dos maiores do país. Nós temos 5 tribunais no país que só tem 1 mulher. Então eu louvo a Deus por pertencer a um Tribunal onde temos todo esse acesso. 

 

Por anos a senhora esteve à frente do Fórum de Várzea Grande e conhece como poucos a realidade da cidade. Diante disso, vai e volta o seu nome é cogitado para uma eventual disputa à prefeitura. Há a possibilidade? 

Eu acho que o trabalho do desembargador é político, mas não é político partidário. Eu não acho que eu tenho vocação para o político partidário, não levo jeito. Já me procuraram para ser, acharam que eu era boa pra coisa, mas eu fugi, não tenho interesse. 

 

Sobre a questão da greve da educação, a senhora decidiu encaminhar para o Núcleo de Conciliação a decisão sobre o corte de ponto dos servidores. Porque não deu uma decisão direta? 

No meu entendimento os argumentos ainda não haviam se esgotado, então tanto o governo quanto os servidores ainda precisavam conversar mais e propor novas saídas. Então eu achei melhor mandar para a conciliação para que houvesse um acerto.  

 

Veja trecho da entrevista

 

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Oséias - 22/07/2019

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