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Entrevista da Semana 29.09.2019 | 15h03

Não sou de paparicar o Mauro e nem ele a mim, diz Barbudo

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

De desconhecido na política, o deputado federal Nelson Barbudo (PSL) passou a ser um grande protagonista do cenário público mato-grossense, eleito com mais de 126 mil votos na eleição de 2018. Barbudo foi um dos que surfou na onda de Jair Bolsonaro (PSL) e no desejo de mudança da população. 

 

Ele ficou conhecido por fazer vídeos criticando a forma de polítia atual e caiu no gosto da população que passou a compartilhar seu conteúdo nas redes sociais e aplicativos de conversa. 

 

Nesta entrevista ao , Barbudo fala sobre a saída de Selma Arruda do PSL, também sobre uma possível candidatura ao Senado. 

 

Destaca como ficará o PSL nas eleições de 2020 em Cuiabá e a relação com o governador Mauro Mendes (DEM). 

 

O PSL foi pego de surpresa com a saída da senadora Selma Arruda para o Podemos, houve uma conversação interna?

Internamente, nós conversamos e ela já havia anunciado à revista Época que pretendia sair, no começo eu não acreditei. Depois, conversando com ela,  a senadora contou, assim como para a imprensa, o que a levou a tomar essa decisão de saída. É bom que se esclareça que não tem nada a ver com o PSL estadual . 

Segundo ela, foi só o desencontro com o PSL nacional. Eu não quis entrar em detalhes, mas foi muita coisa ventilada na imprensa de que o filho do presidente Jair Bolsonaro (Flávio Bolsonaro) fez isso ou aquilo, não entrei no cerne da questão porque tem muita coisa que é de foro íntimo da pessoa.  Foi uma baixa muito grande no PSL, mas temos que respeitar a decisão. 

 

No começo do governo do presidente Bolsonaro os deputados e senadores reclamavam muito da articulação política do governo. Hoje, as reclamações sobre isso já quase não existem, o que eles reclamam é do posicionamento do presidente sobre alguns temas. O que mudou?

No começo se criticava o Bolsonaro porque ele não tinha articulação política, abre aspas, os parlamentares queriam cargo, era só ter dado a Petrobrás para um partido, a Eletrobrás para outro, os Correios a outra legenda e distribuído um monte de cargos que o Bolsonaro, na visão deles, seria um ótimo articulador. 

Com o passar dos oito meses, a classe política entendeu que a forma de trabalhar do presidente é diferente, ele não negocia autarquia e nem estatais. Essa estabilidade é normal, quando a gente não consegue uma coisa de uma maneira, procura outra forma de ter.  Foi estabilizado a maneira do presidente falar com o Congresso Nacional e os deputados e senadores sabem que temos um bom programa de governo para o país. O ministro da Economia, Paulo Guedes tem desempenhado um grande papel e as coisas estão se ajeitando, acho que as decisões da Câmara e do Senado vão se estabilizando daqui pra frente. 

 

O deputado Dr. Leonardo reclamou na semana passada da relação com o governador Mauro Mendes (DEM). A bancada tem tido dificuldade no trato com o governador?

Eu particularmente não, ele me procurou várias vezes e eu o procurei também. Minhas atitudes com relação a Mato Grosso é nosso coordenador da bancada, deputado Neri Gueller. Não tenho influência sobre as decisões estaduais. Para isso, nós temos os deputados Silvio Fávero e Delegado Claudiney (ambos do PSL).  Fora isso, eu me relaciono bem com o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, sempre que ligo ele me atende, não sou de paparicar o Mauro Mendes e nem ele a mim.Tenho sido atendido pelo governo e as vezes que precisei foi de forma republicana, não tenho cargos no governo e não tive problemas em relação a atendimento. 

 

O PSL deve seguir no protagonismo das próximas eleições, pensando em Cuiabá, o que o partido prepara para 2020?

Estamos conversando, vendo os nomes, a doutora Selma tinha um grande relacionamento aqui na capital e não quero ser hipócrita, ela é cuiabana, eu não sou. O partido tem Carlos Hayashida, que conhece a sociedade cuiabana. Eu também estou me aproximando com mais trabalhos aqui em Cuiabá, com a classe política e as entidades de Cuiabá para poder ajudar nesse processo de escolha do candidato do PSL.

 

O cuiabano gosta de votar em quem tem raiz na terra, é só olhamos para as últimas eleições. O PSL não tem medo de vir com um desconhecido?

É só ver o Mauro Mendes, foi prefeito de Cuiabá e agora governador de Mato Grosso. Certeza que aqui teremos um nome conhecido vindo do empresariado ou mesmo do agronegócio. 

 

A deputada Janaina Riva (MDB) disse na semana passada que o senhor sai na frente, caso aconteça uma eleição suplementar ao Senado. Como o senhor avalia essa possibilidade?

Vamos aguardar o desenrolar do processo da doutora Selma Arruda, ela não tem cassação definitiva, ela foi cassada aqui (pelo TRE), mas tem recurso em Brasília (no TSE), se for confirmada a cassação o PSL vai ter candidato, seja eu ou outra pessoa. Vamos esperar os acontecimentos, a doutora Selma ainda é senadora e não posso lançar uma campanha antecipada.   

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