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entrevista da semana 23.06.2019 | 10h02

PM é o órgão que mais protege a mulher vítima de agressão

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

Há 26 anos na Polícia Militar (PM), o coronel Marcos Sovinski assumiu há pouco menos de um ano o 2º Comando Regional da PM em Várzea Grande. Ao contrário do que se imagina de um comandante, Sovinski faz questão de eventualmente abandonar sua mesa em frente ao computador e as planilhas para acompanhar o enfrentamento ao crime de perto.

João Vieira

Coronel Sovinski / Marcos Sovinski / Comando Regional 2 / 4º batalhão

 

 

"Quando você é comandante regional muitas vezes as funções administrativas se seguram um pouco dentro do quartel, mas é possível que você consiga conciliar isso estando à frente das grandes operações e acompanhando o serviço de área. Eu gosto de saber como está o nosso policial, como estão as condições da viatura, do armamento, se o policial está motivado ou não", contou.   

 

Natural de Ponta Grossa (PR), entrou na PM em 1993, quando passou em um concurso público e abandonou a vida de Oficial do Exército. Começou em Barra do Garças, no interior, passou por Rondonópolis, Jaciara, Cuiabá e, por fim, assumiu o comando de Várzea Grande.  

 

Devido à mudança de postura de estar sempre nas ruas, há comentários de um possível candidatura do coronel. Veja vídeo. 

 

Nesta semana, o entrevistou Sovinski sobre a proposta de flexibilização para posse de armas de Jair Bolsonaro (PSL), sobre o crescimento de registros de violência doméstica e sobre a criminalidade em Várzea Grande. Confira: 

 

O senhor adota medidas diferentes à frente do comando regional e está sempre em campo realizando o trabalho de enfrentamento ao crime. Qual a sua motivação? 

 

Eu gosto do que eu faço. Trabalhar na Polícia Militar pra mim é prazer. Então quando você assume uma função de comandante regional você assume uma série de responsabilidades administrativas, estratégicas. Mas a vida das pessoas não pode ser mensurada em planilhas. Se você está na rua junto com o policial conhecendo bem o trabalho que ele está fazendo, você tem essa questão de poder trabalhar a motivação. Trabalhar na rua para mim é prazer. Eu gosto de estar na frente das ações, gosto de saber o que está acontecendo. Eu acompanho o serviço diariamente, 24 horas por dia. Eu estou em casa mas estou com o rádio ligado acompanhando as ocorrências. 

 

João Vieira

Coronel Sovinski / Marcos Sovinski / Comando Regional 2 / 4º batalhão

 

Várzea Grande é uma cidade que tem uma extensa área rural e, por isso, existem várias rotas de fuga para a criminalidade. Como é feito o monitoramento? 

 

As rotas de fuga são utilizadas para roubos de veículo. Eu posso afirmar que de cada 10 carros roubados na cidade pelo menos 8 a PM recuperou e esses outros dois leva muito tempo para recuperar ou nem são recuperados. Por ter essa grande extensão territorial em Várzea Grande, Livramento, você tem um emaranhando de estradas que facilitam muito a fuga dos criminosos. Várzea Grande também tem suas ruas com problemas de trafegabilidade, de algumas ruas com dificuldade de acesso pelas viaturas. Mas eu digo que quando ocorre um roubo aqui na cidade não tem mais batalhão, todos se empenham. Ladrão não escolhe área para roubar.

 

O senhor considera que o tráfico de drogas seja um crime inicial que faz com que outros crimes como roubos e homicídios aconteçam? Se sim, o que é feito para evitá-lo?

 

O tráfico de drogas fomenta uma série de outros crimes, como furto a residências, onde levam telefones, aparelhos de televisão, aparelhos de som, roubos a veículos motivados para aquisição de drogas, entre outros. É claro que nem todo ladrão de carros está roubando para o tráfico, mas o tráfico possui uma motivação significativa dos crimes de assassinatos e assaltos. A estratégia é apertar o cerco contra o traficante, porque eles fomentam outros crimes. Nós vemos notícias dos famosos salves, por exemplo, praticados por traficantes contra usuários que deixaram de pagar suas dívidas na boca de fumo, que obrigam esses usuários a praticar crimes, roubos. Eu não tenho dúvida de que estamos vencendo essa batalha dia após dia. 

 

Houve um crescimento nos registros de crimes de violência doméstica. A Polícia Militar de Várzea Grande está preparada no enfrentamento destes casos? Os policiais têm sensibilidade para lidar com um tema tão delicado? 

 

A grande maioria das ocorrências que chegam via 190 para a polícia atender estão relacionadas a agressões, ameaças e lesões corporais. Furtos, roubos e homicídios existem em uma proporção muito menos do que as agressões. Então eu posso afirmar que a PM é o órgão que mais protege as mulheres vítimas de agressão, porque é o primeiro socorro que ela vai ter. A questão da medida judicial, das medidas protetivas vêm ao longo do processo. Temos tranquilamente toda semana 10 ocorrências registradas nesse sentido. Em um final de semana são 4 ou 5 mulheres procurando a polícia. É uma coisa que virou rotina e as mulheres aprenderam a denunciar.

 

Presidente Jair Bolsonaro (PSL) apresentou um projeto de flexibilização para acesso ao porte e posse de armas. O senhor acredita que o cidadão armado geraria mais insegurança ou segurança? 

 

Eu sou totalmente a favor que haja uma flexibilidade maior para as pessoas adquirem armas, algumas evidentemente para posse dentro da sua residência e outras categorias até mesmo para o porte de armas. É evidente que isso não posso ser feito de forma indiscriminada, tem que ser feito com critérios. As pessoas precisam comprovar que elas possuem capacidade técnica para operar uma arma. Se isso vai melhorar a questão da segurança ainda não dá pra dizer, mas no meu ponto de vista o cidadão tem todo o direito de se defender e eu não abro mão dessa convicção. A criminalidade de uma maneira geral é motivada por uma série de fatores, então não será com mais armas na rua ou menos armas na rua que você vai resolver o problema da violência no país. Então eu sempre digo que políticas públicas devem ser materializadas em programas compostos por uma série de ações.    

 

Veja o vídeo:

 

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