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ENTREVISTA DA SEMANA 15.09.2019 | 10h42

Psiquiatra dá dicas de como prevenir casos de suicídios

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

O medo de falar sobre o sofrimento, buscar um tratamento médico e o preconceito acabam afastando as pessoas do psiquiatra. Muito além da doenças de cabeça que acreditamos, o profissional pode ajudar no tratamento da depressão e da ansiedade, fatores que contribuiem significativamente para os casos de suicídio. 

 

Para combater os casos de suicídio e mostrar é que possível superar doenças que podem levar à retirada da própria vida foi criado o Setembro Amarelo. Para saber como lidar com casos de sofrimento e problemas psicológicos, conversou com a psquiatra Carolina Teixeira Borges Francisco. 

 

Além das doenças comuns de cabeça, o profissional também auxilia pessoas a superar graus de sofrimento, evitar que cometam suícidio, por exemplo. 

 

No entanto, mesmo no século XXI, as pessoas ainda evitam buscar ajuda médica e tentam superar sozinha os problemas, algumas não conseguem encontrar outra saída a não ser tirar à própria vida. 

 

Como perceber quando é preciso procurar a ajuda de um psiquiatra?

O que a gente precisa ficar de olho é na mudança de comportamento, se a pessoa é de um jeito e mudou, tem alguma coisa que está acontecendo. As pessoas que precisam de ajudar geralmente estão angústiadas, elas se afastam da convivência social, ficam com aparência de tristeza, chorosas e esses são os sintomas mais fáceis de perceber.  

 

As pessoas que tentam suicídio, necessariamente, têm depressão?

Eu diria que elas têm um grau de sofrimento, pode ser depressão, uso de drogas, mas o que acaba sendo mais comum é a depressão. Outros diagnósticos também envolvem risco de suicídio. 

 

O que as pessoas por perto devem fazer para ajudar?

Não dá para despresar quando a pessoa fala em morte, a pessoa pode não falar que quer se matar, mas ela diz que não tem vontade de viver, que a vida não tem graça. Nesses casos, quem ouve isso tem que valorizar a vida da pessoa e procurar um profissional para ajudar, pode ser um psicólogo, um psiquiatra ou outro médico que seja de confiança da família.

 

Chico Ferreira

Setembro Amarelo

 

Como reagir quando a gente vê aquela carta de despedida nas redes sociais? 

É difícil, porque a pessoa já esteriorizou esse desejo, acontece isso também no consutório. As pessoas colocam isso no Facebook ou no grupo de família, a pessoa que vê isso precisa agir rápido, ligar para quem fez a carta, ir atrás dela, agir rápido e levar para uma emergência - caso tenha acontecido algo, se não aconteceu nada deve buscar ajuda também de um profissional para tratar.

 

Geralmente qual o caminho a pessoa deve passar para chegar em psiquiatra?

Qualquer grau de sofrimento é preciso procurar ajuda, vir ao psiquiatra, isso não significa que você tem uma doença. Geralmente, as pessoas só procuram quando estão em grau elevado. Vir ao psiquiatra não quer dizer que a pessoa vai tomar uma medicação,  mas buscamos entender o sofrimento e ajudar a superar.

 

O psiquiatra, geralmente, não é profissional de acesso fácil ( se comparando com outras especialidades), isso tem feito com que as pessoas fiquem mais doentes?

Eu acho que sim, principalmente na rede pública. Nós temos uma defasagem grande, as pessoas têm encaminhamento do clínico-geral, mas não conseguem um profissional e acaba piorando. 

 

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