Dia Mundial do Orgasmo 30.07.2023 | 10h30

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Dia Mundial do Orgasmo é celebrado nesta segunda-feira (31) e o tema ainda é cheio de polêmicas e mistérios para algumas mulheres e homens. Natural ao corpo, o ápice é uma dificuldade para muitas mulheres e assunto delicado, apesar de grandes avanços de direitos e liberdade femininas.
conversou com a ginecologista e obstetra Giovana da Gama Fortunato, 53, que trouxe luz para algumas dúvidas e incentivo para maior prazer feminino.
Nos últimos anos, a pauta do orgasmo tem se tornado recorrente, principalmente em redes sociais. Assunto, que antes era ignorado, gera discussões entre mulheres que, em muitos casos, reclamam da falta de prazer em momentos íntimos com os(as) parceiros(as).
Estudo realizado pelo Departamento de Transtornos Sexuais Dolorosos Femininos da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que 55% das brasileiras não têm orgasmos. Pesquisa feita em 2018 pela Prazerela apontou que 74% das mulheres gozam com a masturbação, mas apenas 36% atingem o ápice do prazer sexual com os(as) parceiros(as).
Médica Giovana da Gama Fortunato é formada em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) com residência, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), a profissional também é professora da UFMT. Em entrevista ela falou sobre o momento considerado o ápice do prazer, mas de difícil alcance para algumas mulheres. Além disso, explicou o que pode atrapalhar e ajudar nessas ocasiões.
GD: o orgasmo e qual a sua função fisiológica no corpo feminino?
Giovana: sexualidade é a energia que motiva a busca pelo amor, contato e intimidade, e não se restringe à atividade genital, pois se expressa por um conjunto de caracteres biológicos e psíquicos de acordo com a identidade sexual do indivíduo. Contudo, o orgasmo são múltiplas contrações prazerosas na genitália, sendo a primeira mais intensa e as demais vão ficando mis fracas até que cessam, então, levando a uma sensação de relaxamento geral. O clitóris fica ereto, os batimentos cardíacos e o ritmo da respiração aceleram. Orgasmo ocorre com o movimento do pênis dentro da vagina, por estímulo no clitóris ou pela combinação de ambos.
GD: quais são alguns dos mitos mais comuns sobre orgasmo que você gostaria de esclarecer?
Giovana: São vários, mas algum dos principais: não se atingem orgasmos sem estimulação clitoriana;
Se não houver ejaculação feminina não é um orgasmo de verdade;
Há algo de errado comigo porque só consigo ter um orgasmo durante a masturbação;
Com a idade, deixa-se de conseguir atingir o orgasmo;
O parceiro não é o único responsável pelo orgasmo
Não chegamos ao orgasmo somente com penetração.
GD: quais são as principais variações do orgasmo feminino e o que influencia essas diferenças?
Giovana: A mulher sente desejo por sexo de maneira prazerosa em 3 situações: espontaneamente, pelo instinto sexual que é natural a todo ser humano; quando recebe estímulo sexual de seu parceiro ou parceira; por meio de fantasias sexuais.
É importante pensar em sexo para desenvolver a habilidade de construir fantasias sexuais que possam desencadear o desejo sexual. O desejo sexual torna a mulher receptiva para o sexo e pode conduzi-la à busca por uma relação sexual ou a masturbar-se para obter prazer sexual.
GD: algumas mulheres enfrentam dificuldades para alcançar o orgasmo. Quais são os principais obstáculos físicos e emocionais que podem contribuir para isso?
Giovana: Os problemas de ordem emocional são os principais obstáculos para se alcançar o orgasmo. Nervosismo e falta de atração entre os parceiros são alguns exemplos. Orgasmo é algo muito espontâneo e a preocupação excessiva dificulta. Podemos citar: ficar dispersa durante o sexo, apego aos tabus, só com a luz apagada, falta de atração, medo de não conseguir, fadiga e saúde debilitada. Alguns medicamentos inibem a libido, ou seja, a vontade sexual: antidepressivos, diuréticos, medicação para úlcera gástrica e anticoncepcionais. Trauma de violência sexual.
GD: como a falta de comunicação pode impactar a experiência orgásmica das mulheres?
Giovana: Estudos realizados no Brasil apontam que 49% das mulheres e 33% dos homens possuem algum tipo de queixa ou problema sexual. E, na grande maioria dos casos, a solução para a questão está dentro de casa e se chama comunicação. Primeiramente é preciso esclarecer que uma boa vida sexual não está relacionada à quantidade de relações, essa necessidade varia de pessoa para pessoa, mas sim à qualidade delas.
GD: Quais dicas você poderia compartilhar com as mulheres que buscam uma vida sexual mais satisfatória e prazerosa?
Giovana: A saúde sexual é definida como um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social e é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um dos pilares da qualidade de vida. Além disso, uma boa vida sexual pode ser um fator de diminuição do estresse, fortalecer a imunidade e até a qualidade do sono. Podemos citar algumas dicas:
- Cuide da sua autoestima;
- Adquira o hábito de se exercitar diariamente.
- Tentar diminuir o estresse;
- Prefira refeições saudáveis e completas;
- Alguns alimentos que possam ajudar: ostras, sementes, castanhas, chocolate, bananas;
- Evite tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas;
- Medidas para melhorar a qualidade do sono
- É importante ainda realizar acompanhamentos e checkups periódicos, justamente para identificar possíveis doenças no início. Uma medida essencial para não intensificar sintomas que prejudiquem sua saúde como um todo.
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