05.10.2003 | 03h00
Ontem foi o Dia Mundial de Proteção dos Animais, mas em São Paulo a data foi marcada também pela polêmica sobre o projeto de lei que proíbe a cordoctomia - cirurgia para retirada das cordas vocais de cães e gatos. Aprovado na semana passada pela Assembléia, ele espera sanção do governador Geraldo Alckmin. A intervenção cirúrgica, condenada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, dura 15 minutos e pode custar de R$ 350,00 a R$ 400,00. Ela transforma o latido ou miado em sussurros. "Os donos procuram a cirurgia quando o animal faz muito barulho, mas não pensam no bem-estar dele", afirma o secretário-geral do conselho, André Carvalho. "É uma intervenção mutilante".
Essa é também a opinião do presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, Flavio Prada. Ele diz que, embora não exista uma punição, o profissional pode ser julgado pelo conselho de ética. Para Prada, veterinários devem trabalhar pelo bem-estar do animal. "Fazemos um juramento quando nos formamos igual ao da medicina humana". Se o projeto for sancionado, o conselho será o órgão fiscalizador. De acordo com o deputado Eli Correa Júnior (PFL), autor da proposta, a multa para o profissional que infringir a lei será de cerca de R$ 57 mil.
Para o veterinário Mauro Anselmo Alves, deveria haver uma regulamentação da cordoctomia. "O médico poderia fazê-la em situações de extrema necessidade, como no caso do aborto". Ele é um dos poucos que admitem realizar a cirurgia, mas diz que não costuma recomendá-la. "Há latidores compulsivos. Faço cordoctomia nos raros casos em que adestramento não resolve".
Para especialistas, as pessoas estão recorrendo à cirurgia por falta de informação. "Seria como procurar o médico para tirar cordas vocais do filho quando ele chora porque está com dor", diz o veterinário Rafael Marques dos Santos. O radialista Anderson Rodrigues, especialista em cães, diz que é necessário conhecer a raça antes de adquirir um animal para evitar problemas futuros. "O cão tem de ter o perfil que o dono procura. Não adianta querer que um poodle seja cão de guarda se a natureza dele é ser companheiro".
Foi o que fez o engenheiro Aléssio Bento Borelli quando comprou a bichon frisè Sissi, hoje com 7 anos.
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