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01.12.2016 | 10h42

Defesa vê machismo em acusação contra Elize Matsunaga

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O MP (Ministério Público) acredita que Elize Matsunaga, acusada pelo homicídio e esquartejamento do marido Marcos Matsunaga, quis se vingar após descobrir uma traição. A defesa rebate a teoria alegando que ela era vítima de violência doméstica e que queria proteger a filha. Esse tem sido o tom do julgamento até esta quarta-feira (30). Uma das advogadas de Elize, Roselle Soglio chegou a acusar a promotoria de usar apenas a tese do machismo para condenar a ré.

— Ficou claro que a acusação é machista. Tudo é do Marcos. Todo o patrimônio é do Marcos. Quer dizer, a Elize não tem valor nessa história? Me parece que essa é a única tese que eles têm: machismo.

Divulgação/TV Record

Com dez testemunhas ouvidas até agora, o julgamento de Elize Matsunaga está atrasado e deve se estender até o final de semana.

Os depoimentos de Jorge Pereira de Oliveira, perito do IML (Instituto Médico Legal) de Cotia, e do legista Ricardo Salada levaram toda a tarde e o início da noite desta quarta-feira e as testemunhas de defesa, entre elas a tia de Elize, uma empregada do casal, dois advogados além de médicos legistas e peritos — incluindo o responsável pelo laudo de exumação de Marcos Matsunaga, ainda não foram ouvidas. Para a defesa, o resultado desse laudo pode ser decisivo para derrubar as qualificadoras das quais Elize é acusada.

Nesse segundo exame, não há conclusão sobre se o empresário ainda estava vivo na hora do esquartejamento e não é possível precisar a distância do tiro (o que caracteriza o meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima, dois dos qualificadores da acusação). O exame feito após a morte de Marcos, em 2012, indica que o tiro foi a curta distância e que o empresário morreu após aspirar sangue, comprovando que ele ainda respirava quando Elize iniciou o esquartejamento.

Após os depoimentos das testemunhas de defesa irá o ocorrer o interrogatório da acusada. Os advogados já adiantaram que Elize não irá responder às perguntas da acusação e que a ré vai responder apenas aos questionamentos de "quem tem compromisso com a verdade". O promotor comentou que já esperava essa postura.

— Eu já sabia disso de antemão. Se eu fosse ela eu não responderia o que eu vou perguntar, porque eu sei o que eu vou perguntar e ela não sabe como responder.

A acusação, depois do depoimento do perito Jorge Pereira de Oliveira, afirma que o tiro foi desferido a curta distância.

— Efetivamente estamos diante de um tiro de surpresa, com a trajetória da bala descendente e ela começa o esquartejamento com ele vivo.

Júri

?O julgamento de Elize começou na segunda-feira (28) e quatro mulheres e três homens irão definir o destino da acusada. Até o momento, já foram ouvidas testemunhas como o irmão e a prima de Marcos Matsunaga, além de duas babás do casal, um funcionário da empresa de Marcos, policiais que atuaram na investigação do crime e peritos. 

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