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Nomeação na PF 03.05.2020 | 13h20

Em vídeo, Bolsonaro declara que fará cumprir Constituição a qualquer preço

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Reprodução Facebook

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou neste domingo (3), após saudar manifestantes que participaram de carreata em apoio ao governo em Brasília, que "não há mais conversa" e que fará cumprir a Constituição, dizendo em seguida que nesta segunda (4) fará a nomeação do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

 

O tema levantou polêmica na última quarta-feira (29), após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) suspender a nomeação do delegado Alexandre Ramagem, feita por Bolsonaro. Na mesma data, o presidente afirmou que mantinha a intenção de colocar Ramagem no cargo de diretor-geral da corporação.

 

Leia também - Ex-ministro Sérgio Moro depõe à Polícia Federal sobre Bolsonaro neste sábado

 

"Chegamos no limite, não tem mais conversa. Não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição, e ela será cumprida a qualquer preço. E ela tem dupla mão. Amanhã nomearemos o novo diretor da PF", disse Bolsonaro neste domingo.

 

O presidente falou que a manifestação expontânea reforça que o povo quer realmente estar ao lado da verdade. O povo está conosco. As Forças Armadas estão ao lado da lei e da ordem, da democracia e da liberdade, e também estão do nosso lado. E Deus acima de tudo”, afirmou.

 

Durante o ato, Bolsonaro voltou a criticar o isolamento social e a culpar governadores pela crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus. Sem máscara, mas distante da multidão, na rampa do Palácio do Planalto, Bolsonaro, abraçado à filha, Laura, repetiu que muitos querem voltar ao trabalho. "O Brasil como um todo reclama volta ao trabalho. Essa destruição de empregos irresponsável por parte de alguns governadores é inadmissível", disse em vídeo ao vivo por uma de suas redes sociais.

 

"O preço vai ser muito alto na frente: fome, desemprego, miséria. Isso não é bom", continuou. O presidente fez alertas sobre a covid-19, mas ressaltou que o efeito colateral de combate à pandemia não pode ser "pior que os efeitos do vírus".

 

"Infelizmente, muitos serão infectados, infelizmente, muitos perderão suas vidas também. Mas é uma realidade que temos que enfrentar", disse o presidente.

 

Depois de alguns minutos o presidente desceu a rampa e se aproximou da grade que continha a multidão de apoiadores, a maior parte deles sem máscara e aos gritos de "mito". A equipe que acompanha Bolsonaro, bem como sua filha, também não usava máscaras.

 

Também integravam o grupo que acompanhava o presidente os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Hélio Lopes (PSL-RJ) e Caroline de Toni (PSL-SC). "Estamos mudando esse Brasil de verdade", afirmou Lopes. "Estamos aqui para que você cidadão exerça seu direito de voltar a trabalhar.

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