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Crueldade 05.02.2021 | 08h25

Empresária de São Paulo cria abaixo-assinado por menino preso em tonel

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Reprodução/Record TV

Reprodução/Record TV

A empresária Ezeleni Santos do Nascimento criou abaixo-assinado na internet para pressionar o Ministério Público e o Tribunal de Justiça de São Paulo por justiça pelo menino de 11 anos que foi acorrentado em tonel pela própria família, em Campinas. O requerimento será encaminhado para a Promotoria de Justiça.

 

A petição — que possuía cerca de 6 mil assinaturas até o início da noite desta quinta-feira (4) —cobra esclarecimentos sobre a possível omissão do Conselho Tutelar no acompanhamento da denúncia, além de ações do poder público para garantir "uma solução digna e respeitosa para essa criança, que com pouco tempo de vida, já carrega marcas profundas do sofrimento vivido", conforme diz trecho do texto do abaixo-assinado.

 

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"Sempre fico indignada com a violência que crianças sofrem no nosso país e por não ter uma lei que ofereça proteção verdadeira. Não podemos mais ficar calados e aceitar crianças serem torturadas, decaptadas, abusadas e nada acontecer. É dever do Estado, depois de tantas atrocidades, cuidar, proteger e conduzir o menor para um lar de paz", desabafou a autora da petição.


A empresária também questiona as condições daqueles que serão responsáveis pela guarda do garoto, após a alta médica e a liberação do abrigo para onde foi encaminhado. Os tios manifestaram interesse em cuidar da criança.

 

"A família paterna é uma solução? Eles foram omissos. Que capacidade possuem para cuidar do menor? Exigimos uma análise minuciosa desse caso. E o estado precisa intervir, afinal, nem sempre a família 'em questão' é o melhor", ponderou Ezeleni.

 

"Queremos que ele seja adotado por uma família de verdade, ele merece um lar, com respeito, amor e compreensão", enfatizou.

 

Ezeleni disse ainda que a ação — classificada como um movimento humanitário iniciado por mulheres — é também uma forma de recordar outros casos de violência contra crianças que chocaram a opinião pública brasileira."Temos o caso do menino Bernardo, Rhuan, entre outros. Parece que esses casos não foram suficientes", lamentou.

 

Passeata
Ezeleni, que atua no setor de educação e mora na capital paulista, também está organizado uma passeata que deverá partir do Centro de Convivência Cultural em direção à Prefeitura de Campinas. O evento está marcado para às 10h do próximo domingo (7).

 

"Fiz o abaixo assinado, comecei divulgar em um grupo que participo exclusivo para mulheres. E elas se movimentaram para me ajudar. Então conseguimos movimentar pessoas em Campinas para ajudar na passeata e assinaturas para a petição", contou.


"Criança merece respeito, criança também é gente. Até quando elas serão torturadas e sacrificadas em uma terra que parece não ter lei?", finalizou Ezeleni.

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