15.10.2004 | 03h00
O corpo do traficante Irapuan Davi Lopes, o Gangan, foi enterrado ontem no cemitério Jardim da Saudade, na zona oeste do Rio. Ele foi morto no Morro de São Carlos, no Rio, em confronto com a polícia, segundo o chefe da Polícia Civil Álvaro Lins, que comandou a operação.
As provas técnicas - perícia do local e o exame de pólvora nas mãos do traficante - não foram produzidas por falta de solicitação do delegado da área, Ricardo Teixeira, da 6ª Delegacia de Polícia. Segundo Teixeira, o exame de local não foi pedido por haver várias testemunhas de que ele reagiu, a maioria policiais. No caso do exame de pólvora, que diria se Gangan efetuou algum disparo, o diretor do Instituto Médico Legal, Roger Ancillotti, disse que ficou prejudicado pela assepsia feita no hospital, onde Gangan já chegou morto.
O enterro do traficante foi acompanhado por cerca de 250 pessoas, sob um forte esquema de segurança. Nove carros de polícia escoltaram o corpo do IML até o cemitério. Vinte policiais militares e agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade de elite da Polícia Civil, armados com fuzis, garantiam a segurança. Nas ruas de acesso ao cemitério a polícia parava motocicletas e ônibus suspeitos.
Quando o corpo chegou, moradores de favelas cercaram os jornalistas.
(*) Felipe Werneck
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