ex-policial militar 14.07.2023 | 14h58
Pixabay
O juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Campo Grande (MS), determinou o pagamento de R$ 1,3 milhão ao major PM aposentado Sérgio Roberto de Carvalho, conhecido na Europa como Pablo Escobar brasileiro por sua proeminência no narcotráfico internacional. Em publicação da última segunda-feira (10) no Diário Oficial da Justiça de MS, o juiz confirmou o pagamento, mas indicou também a necessidade do sequestro dos bens e valores segundo determinação da 14ª Vara Federal de Curitiba.
O valor é referente aos pagamentos da aposentadoria do ex-major, entre os anos de 2011 e 2015, período em que ele foi dado como morto depois de ter forjado um atestado de óbito na Espanha.
Em 2015, Pablo entrou com uma ação contra a Agência do INSS de Mato Grosso do Sul (Ageprev), pedindo revisão dos benefícios do período e pagamento de R$ 516.695,00.
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A ação tramitou de 2015 a 2022. Depois de o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal negarem recurso da Previdência, o juiz Marcelo Andrade determinou o pagamento do valor ao traficante, atualizado para R$ 1.313.732,01.
No entanto, simultaneamente, um pedido do Ministério Público Federal no Paraná, levou a Justiça Federal no Estado a decretar o sequestro do montante devido às atividades criminosas do ex-policial.
Major Carvalho recebe aposentadoria da PM
Apesar de não ter acesso ao valor milionário referente às aposentadorias de seu período tido como morto, Pablo Escobar brasileiro voltou a receber como servidor aposentado pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul neste ano.
Mesmo preso na Bélgica, o ex-major recebeu R$ 89.983,79 desde março. Esse montante representa sua aposentadoria mensal de R$ 13.503,78 de março a junho, além de R$ 49.299,59 retroativos.
Com múltiplas identidades, Pablo Escobar brasileiro era caçado pela Interpol
Carvalho é um ex-policial militar, que foi para a reserva da PM de Mato Grosso do Sul em 1997.
Já em 1998, foi condenado no Brasil a 15 anos de prisão pelo tráfico de 230 quilos de cocaína. Em 2019 foi condenado em novo julgamento a mais 15 anos de reclusão por movimentar R$ 60 milhões entre 2002 e 2007 usando laranjas.
Ele coleciona também condenações internacionais, assim como diferentes identidades usadas para fugir da lei - inclusive da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal que investiga crimes que transcendem fronteiras.
O ex-PM chamou a atenção do mundo e ganhou a alcunha de Pablo Escobar brasileiro em referência ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar - morto em 1993 -, depois de enviar 45 toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa entre 2017 e 2019.
Ele foi preso na Hungria em junho de 2022 em um hotel de Budapeste, onde se hospedou como Guilhermo Diaz Flores e um passaporte mexicano. Foi extraditado para a Bélgica, onde está preso por tráfico. Há também pedidos de extradição contra ele pelo Brasil e pelos Estados Unidos, onde responde pelo crime de lavagem de dinheiro.
Como o Estadão mostrou, Pablo continuou seguindo sua trilha de crimes mesmo depois da prisão. Em fevereiro deste ano, uma operação da PF mirou tráfico de cocaína para a Europa em cargas de granito em um esquema operado pelo próprio Pablo Escobar brasileiro. 4 mandados de prisão preventiva foram cumpridos no Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Pernambuco. Um quinto mandado foi expedido contra um integrante da organização na Hungria.
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